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Condolências à Tohoku

11 mar

Representantes da Comunidade em Tohoku

Tive o privilégio de participar de uma caravana organizada por líderes da comunidade brasileira em memória às vítimas do triplo desastre ocorrido ano passado no Japão. A iniciativa foi do empresário Shinji Mogi, que juntamente com o apoio da Embaixada do Brasil levou em torno de 50 pessoas ao Nordeste do Japão neste domingo, no aniversário de um ano desde o “3-11”.

A viagem começou cedo no domingo. Por volta das sete e meia da manhã participamos de uma missa ecumênica ministrada pelo Pe. Homes, que disse num forte sotaque estrangeiro “Hoje vocês representam o povo brasileiro e carregam consigo a solidariedade de todos no Brasil. Hoje vocês levam a luz ao povo japonês. “. Além da metáfora, a luz também era a chama de uma tocha acendida pelo embaixador Marcos Galvão, e que seria usada mais tarde para acender dezenas de velas em Sendai e Natori. Duas cidades do Nordeste japonês.

Em Sendai o grupo escreveu mensagens de apoio e solidariedade às vítimas do desastre. As velas foram colocadas na Universidade de Tohoku, que também realizava um evento filantrópico dentro de seu campus. A ação despertou a atenção de muitos japoneses que passavam pelo local. O Primeiro Secretário Paulo Batalha nos acompanhou durante toda a viagem e representou o governo brasileiro.

De lá rumamos a Natori, cidade severamente castigada pelo maremoto. A vista desolada chocou os membros do grupo. Incrivelmente, um pequeno monte sobrevivera às ondas gigantescas e nele foram feitos diversos altares para que as pessoas pudessem prestar suas homenagens. Esse mesmo local recebeu a visita de Pelé, em outubro do ano passado. Ali colocamos a segunda porção das velas de bambu, que foram acesas com o fogo da tocha trazida de Tóquio (adivinha quem carregou a bendita). Em um canteiro plantamos mudas de Ipê roxo e araucária, adaptadas especialmente para sobreviverem ao clima japonês. Após um breve momento de silêncio, a religiosa “Irmã Mori” fez um pequeno discurso e rezou o Pai nosso. Para encerrar todos entoaram “Coração de Estudante” de Milton Nascimento, num momento bastante emocionante e comovente.

Foi bom ter conhecido tantas pessoas de bom coração na comunidade brasileira e participado, mesmo que timidamente, desse ato que simboliza o sentimento de todos no Brasil em relação à vítimas.

Veja mais imagens no meu álbum de fotos.

Força Japão!

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Voluntariado – parte 1

30 jan

Estive recentemente em Tohoku, a região que em março de 2011 fora devastada pelo duplo desastre terremoto-maremoto. Foi minha terceira vez. A experiência foi excelente e aprendi muito com que vi, fiz e ouvi das pessoas que trabalham todos os dias para ajudar os sobreviventes. Os voluntários formam uma incrível irmandade que traz auxílio e dá esperanças às pessoas. Nas noites frias de janeiro, enquanto nevava do lado de fora do acampamento, todos se reuniam em torno de um aquecedor a óleo e conversavam animadamente sobre como poderíamos continuar contribuindo com a causa depois que voltássemos às nossas rotinas. Fiz a promessa de contar minha experiência no meu blog.

Faz tempo que eu quero falar sobre isso. O assunto é de difícil digestão e há muito o que falar, por isso irei escrever em partes. Vou tentar não escrever demais (esse é meu terceiro rascunho já). Como gosto de começar pelo começo, contarei o que aconteceu a partir do dia que o mundo tremeu.

Dia 1

Tóquio.
Sexta-feira, dia 11 de março, 2011.

O vento gelado cortava a pele do rosto. Mesmo envolto em roupagem grossa era difícil caminhar na rua sem se incomodar com o frio que parecia subir pelas pernas. Rapidamente, caminhei em direção à empresa, na tentativa de esquentar um pouco o corpo durante a caminhada. Em dias normais sempre encontrava turistas a frente do Kokugikan, tradicional arena de sumô, mas durante o inverno japonês poucos se atreviam parar para tirar fotos. Naquele gélida manhã não havia ninguém. Resolvi apertar o passo.

Ao entrar no escritório, o ar aquecido me fez relaxar os ombros. De camisa leve, dentro do prédio parecíamos viver em outra estação do ano. Despi o casaco, o cachecol e as luvas e fui me sentar. A notícia da semana era o lançamento de um famoso eletrônico que todos cobiçavam. Inclusive eu. Receoso com consumidores fanáticos que esgotam os produtos nas primeiras horas de venda, planejei acampar em frente à loja na noite anterior ao lançamento. Haviam ainda duas semanas, mas queria me preparar com antecedência. Pedi a um colega que me emprestasse uma barraca para que pudesse dormir mais tranquilamente na rua. Um outro amigo, que revesaria na fila comigo, sugeriu antecipar duas noites e juntos preparamos uma lista com itens que precisaríamos na aventura: barraca, coberta, água, biscoitos e lanterna.

Não queria utilizar mais que um dia de férias já que receberia meus pais nas primeiras semanas de abril. Era a primeira vez que eles viriam ao Japão e queria aproveitar ao máximo o tempo que passariam comigo. Mesmo sendo filho de japoneses meu pai nunca teve a oportunidade de viajar para tão longe e minha mãe sempre tivera profundo respeito e admiração pelo povo japonês. Eu estava muito feliz e ansioso para mostrar as peculiaridades do país que escolhi para amadurecer. Já havia entregado o pedido de férias para meu superior e já havia recebido confirmação das datas dos vôos.

Naquela sexta-feira o dia correu normalmente. À tarde, o escritório estava tranquilo e todos trabalhavam silenciosamente. Eu havia retornado no almoço há pouco tempo e estava checando e-mails quando alguém exclamou:  “Jishin!”. Virei a cabeça para olhar o biombo que separa meu setor do vizinho. O biombo começou a balançar levemente. Desde que me começara a trabalhar ali, experienciei apenas dois ou três terremotos em quase 3 anos. Apesar de haver muitos tremores, apenas sentimos os mais fortes. Mesmo assim era raro percebê-los. “Jishin? Tem certeza? Não estou sentindo.” perguntou a gerente. Levantei-me. “É um terremoto sim. Veja, o bimbo está balançando!” disse num tom gozador. Mal terminei a sentença e o tremor veio forte, como se um gigante houvesse chutado o prédio. “Nossa, esse é forte.” comentou um colega. “Rápido! Abram as portas!” gritou o líder do meu setor. Dois colegas, os que sentavam mais próximos às portas, levantaram-se rapidamente e abriram as portas. Terremotos fortes podem entortar paredes e impedir a abertura de portas e janelas. Por isso quando se vive em região que há terremotos, assegurar-se que a porta de saída está aberta é uma das primeiras coisas que aprendemos. Todos estavam petrificados de medo.

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Missão Yashima

16 mar

Parece que o movimento para conservar energia ganhou um nome: ヤシマ作戦 (yashima sakusen, ou MissãoYashima). Esse nome tem uma origem inusitada, porém bem japonesa: o animê.

Muitos aqui devem conhecer a série “Evangelion“, história que se passa num futuro não muito distante onde robôs gigantes defendem a humanidade contra criaturas gigantescas chamadas “Angels”. A série foi um sucesso de audiência no Japão e também no Brasil. Na história, a população tinha que desligar tudo da tomada por um certo tempo afim de carregar a bateria dos mecanismos de defesa.

Pelo twitter, os japoneses homenageiam a série usando o bom humor e o ideal de que todos lutam por uma causa comum.

Tamanho foi o  sucesso da conservação, que o governo  deve encerrar a medida antes do previsto.

ヤシマ作戦成功!

Como proceder em caso de emergências

13 mar

Atualizado em 23:06, 12/03/2011
Texto original traduzido por Miranda. Revisado por ShigueS

Manual para emergências em caso de terremoto

Preparo e distribuição de arroz:

  • Se a panela elétrica falhar, o arroz e a água serão desperdiçados. Entregue-os para o encarregado pela comida local. A distribuição de marmitas e arroz será feita no devido tempo.
  • Evitar o uso das panelas elétricas. Há falta de energia e é perigoso causar incêndios.

Reforçando sobre a água:

  • Há a possibilidade de haver falta de água.
  • Se todos utilizarem água em excesso, faltará nos lugares mais afetados.
  • Evite deixar a torneira aberta por muito tempo.
  • Quanto mais perto de áreas afetadas você estiver, restrinja mais o uso da água.
  • Não use a água para fins pessoais indiscriminadamente.

O que colocar na bagagem de emergência (kit terremoto)

Objetos necessários

  • Dinheiro
  • Documento de identidade
  • Passaporte
  • Cartão de seguro
  • Carimbo (inkan)
  • Água potável (no mínimo 3 litros por pessoa para cada dia)
  • Comida para emergências (latas, doces, etc)
  • Telefone celular e bateria extra
  • Lenços
  • Toalhas (mais ou menos 5)
  • Lanternas
  • Rádios
  • Capas de chuva
  • Aquecedores de mão, etc. Ferramentas para se prevenir do frio. *obs1
  • Luvas, incluindo do tipo “gunte”
  • Máscaras(Para se proteger do frio e da fumaça)
  • Sacos para lixo(Quanto maiores, melhor. Para a proteção contra o frio e a água)
  • Fita plástica (no Brasil, magipack! Usado para envolver alimentos)
  • Elásticos (Pelo menos alguns)
  • Cobertores
  • Jornais (Proteção contra o frio)
  • Fotos da família (Para uso em caso de eventuais separações ou desaparecimentos)
  • Apitos (As possibilidades de sobrevivência aumentam bastante)
  • Óculos *obs2
  • Remédios necessários
  • Absorventes (Necessários) *obs3
  • Dispositivos para ouvir música (Para se acalmar. Dependendo do dispositivo, é possível ouvir rádio)
  • Fita colante (É prático)
  • Almofadas (Se possível. Para proteger a cabeça)
  • Abridores de lata e facas curtas (No caso de a vida nos refúgios continuar) *obs4

O que fazer em caso de emergência

  • Abrir as portas.
  • Deixar os pertences e coisas a serem levadas no “Genkan”
  • Calçar sapatos com a sola grossa
  • Fechar a saída de gás
  • Recarregar as baterias do celular enquanto possível
  • Em caso de falta de luz, desligar todos os disjuntores (Como é perigoso levar choque, desligar todas as tomadas da casa antes)
  • Os terremotos podem continuar por mais 24 horas.
  • Primeiramente, é preciso se acalmar.
  • Utilizar-se do número para recados em emergêngias, 171
  • Os telefones podem ficar mudos. Porém, serviços VoIP (como o Skype) podem ser utilizados. *obs5 – para os que moram no exterior
  • Tomar cuidado com telefonemas de impostores dizendo serem policiais.

Cuidados ao se refugiar

  • Não se aproximar de armários e geladeiras que estejam quase caindo
  • Tomar cuidado com as paredes e vidros
  • Rachaduras nas paredes e pilares tortos indicam perigo de desabamento. Portanto, evitá-los.
  • Evitar passagens estreitas, áreas com barrancos, beiradas de rios e praias.
  • Pessoas que estão perto do mar devem se proteger em lugares altos.
  • Usar capacete. Se não o possuir, cobrir a cabeça com uma revista e enrolá-la com uma toalha.
  • Evitar roubas de fibra sintética e de algodão, que pegam fogo facilmente.
  • Equipar-se com máscaras e toalhas.
  • Em caso de incêndio, ir para a direção de onde sopra o vento.
  • Não dirigir. Deixar o carro estacionado na guia.
  • Quem tiver carro, abrir as janelas e deixar o som do rádio o mais alto possível.

Antes de o terremoto acontecer

  • Verificar se há capacetes
  • Verificar se há provisões estocadas
  • Verificar se há estoque de água
  • Verificar se há kit de primeiros socorros
  • Verificar se há saco de dormir
  • Verificar as rotas até os refúgios
  • Dormir com meias
  • Deixar chinelos(se possível, de sola grossa) por perto, em lugares de fácil acesso
  • Fechar as cortinas (para evitar estilhaços de vidro)
  • Deixar uma toalha entre as portas.

Informações do serviço de telefonia

Os telefones públicos funcionam prioritariamente em casos de catástrofe.
É possível usá-los gratuitamente nos locais afetados. Porém, não é possível fazer ligações internacionais (para isso use serviços como os da Brastel).

Como fazer uma ligação gratuita pelo orelhão

Telefones públicos analógicos de cor verde:
Apertar o botão de emergência ou colocar uma moeda de 10 ienes para poder efetuar a ligação. Quando a chamada terminar, a moeda será devolvida.

Telefones públicos digitais:
É possível efetuar a ligação sem usar cartões telefônicos ou moedas, somente segurando o receptor.

Sistema de recados por telefone em caso de desastre

Às vítimas:

  1. Teclar “171”, o número para recados.
  2. Apertar “1”.
  3. Teclar o número de telefone de casa.
  4. Gravar a mensagem.

Para quem quer verificar a segurança de próximos:

  1. Teclar “17’”, o número para recados.
  2. Apertar “2”.
  3. Teclar o número de telefone da pessoa procurada.
  4. Ouvir a mensagem gravada (se houver).

Transmissão de informações de sobreviventes pela NHK

A NHK vai fazer uma transmissão de informações dos sobreviventes. Deixe informações sobre sua família nos seguintes telefones:

03-5452-8800 050-3369-9680

Google Person Finder

Site da Google com informações sobre sobreviventes e desaparecidos. Clique aqui para ver em inglês.

Fóruns para uso em caso de desastre

au http://dengon.ezweb.ne.jp/service.do

docomo http://dengon.docomo.ne.jp/top.cgi?es=0

softbank http://mb.softbank.jp/mb/information/dengon/index.html

Wilcom http://www.willcom-inc.com/ja/info/dengon/

iMode  http://www.nttdocomo.co.jp/info/disaster/

Serviço de telefonia do Norte do Japão http://www.ntt-east.co.jp/saigai/voice171/

Fórum banda larga para casos de desastre  https://www.web171.jp/

FM Iwate

A FM Iwate está aceitando informações sobre o paradeiro e condições de todos.

Mandem por e-mail, fax ou twitter, por favor.
E-mail  fmiwate@yahoo.co.jp
FAX 019-604-3122  @fmiwate #fmiwate

TwitterSOS Tags

Para postar com a função de GPS:
#j_j_helpme

Telefones para SOS

Polícia 110

Ambulância e Bombeiros 119

Em caso de incêndios perto do mar, disque 118 (Guarda costeira japonesa)

A Polícia de Miyagi dá conselhos e informações por telefone

A central de polícia de Miyagi  dá informações por telefone sobre pessoas desaparecidas por conta dos terremotos e tsunamis. Se houver informações com a polícia sobre a situação e o paradeiro da pessoa, é possível obtê-las. O número de telefone é 022-221-2000 e o atendimento ocorre 24 horas.

Mais informações

Lista de refúgios animais no País inteiro

Manual sobre o que fazer em caso de terremotos

Informações sobre os danos ocorridos em cada área

Site com informações sobre os terremotos

Observações

*Obs1  É melhor utilizar lamparinas “Hakukin”. Carregar lamparinas “Hakukin”, óleo (garrafa portátil), cintas para o corpo com bolsos (podem ser as vendidas em Home Centers).
As lamparinas são mais indicadas como forma de se conseguir calor. Fica a cabo de cada um utilizar-se delas com responsabilidade.

*Obs2  Pessoas que usam óculos/lentes de contato, deixá-los ao lado do travesseiro. Se perder os óculos, é perigoso não enxergar os estilhaços de vidro. O mais prudente nesses casos é deixar preparadas lentes descartáveis.

*Obs3  Deixar preparados os absorventes de antemão. Mesmo que a menstruação não esteja prevista para tal data, há casos de, por conta do estresse, ela acontecer. Além disso, eles podem ser também utilizados para parar sangramentos.

Tente fazer parar os sangramentos de pessoas muito machucadas com toalhas e absorventes, mas informe isso aos médicos, quando conseguir. Quando eles se enganam sobre a perda de sangue, geralmente o pior acontece.

*Obs4   Em casos de emergência, é possível sacar dinheiro sem a caderneta bancária, somente utilizando o documento de identidade. Origem da informação.

*Obs5  Em caso de não ser possível ligar do exterior para a família pelo Skype, use a linha normal. Alguns usam um cartão pré-pago mais barato para ligações internacionais (Brastel).

Post original: Cogumelo Gordo
Texto original em Japonês: Aqui.

Jishin em Iwate/Miyagi – sábado 8:43h

15 jun

Forte terremoto em Iwate e Miyagi causa pânico e morte na manhã de sábado

Na manhã desse sábado (14) um forte terremoto de magnetude 7.2 arrasou com o noroeste do Japão, atingindo as províncias de Iwate, Miyagi, Fukushima, Akita e Yamagata. Pelo menos 6 pessoas morreram e por volta de 190 ficaram feridas. De acordo com o departamento metereológico japonês o epicentro dos abalos ocorreu a 8km da superfície de Iwate.

A intensidade do terremoto foi tanta que mudou drasticamente a paisagem da província, causando deslisamentos de terra, ruptura de linhas elétricas e destruindo estradas. 290 turistas e residentes da região estão isolados em áreas devastadas. Também foi cortado o suplimento de energia elétrica a pelo menos 30.000 casas de acordo com as autoridades.

A SDF (sigla em inglês para Força de Auto-Defesa, espécie de exércio japonês) despachou uma unidade de resgate a pedido dos governos de Iwate e Miyagi. 197 times de apoio também foram enviados de Tóquio e outras 13 prefeituras próximas.

Vítimas do desastre

Na prefeitura de Iwate, Tomozo Chiba, 60, morreu após fugir de sua casa em Ichinoseki e ser atropelado por um caminhão.

Masahiko Chiba, 48, morreu em Oshu após ser atingido por pedras que se soltaram da construção de uma represa.

Em Iwaki, Michitaka Ishii, 55, foi soterrado por um deslizamento de terra enquanto pescava. Outra morte também foi confirmada em Kurihara, em Miyagi, em consequência de outro deslizamento de terra que cobriu o veículo da vítima.

Ainda em Kurihara, 2 trabalhadores, Masami Igarashi, 54, e Yoshitomi Kadowaki, ambos de Yamagata, morreram após serem soterrados no canteiro de obras em que trabalhavam. Há ainda outro trabalhador desaparecido.

O tremor teve intensidade de 6 pontos em Kurihara, onde causou o rompimento de uma ponte.

O Terremoto Fantástico

29 dez

Eu já havia falado sobre os terremotos japoneses em outro post, mas agora eu encontrei o vídeo que causou  polêmica e levou muitas famílias a ficarem com pavor do Japão e até mesmo largar tudo aqui e voltar para a casa no Brasil. Confiram:

Ainda bem que o javali passou correndo e nada aconteceu né? Aquele lugar no mapa onde o cientista aponta falando “vai ser aqui” é exatamente onde eu moro. Emocionante não?