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Oh NOO ryoku shiken!

7 dez

Encarando a prova de proficiência em língua japonesa!

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Acabo de voltar com a cabeça chamuscada de tanto pensar para encontrar as respostas certas nesse bendito exame que serve como parâmetro para medir seu conhecimento da língua japonesa (ou falta dele). Meses a fio me debatendo entre dicionários e intermináveis exercícios gramaticais acabaram completamente com qualquer tempo livre em que eu pudesse desfrutar em paz. Resultado: STRESS TOTAL!

Para quem não sabe, a prova de proficiência (日本語能力試験 nihongo nōryoku shiken), também conhecida como JLPT (Japanese Language Proficiency Test), é um certificado que atesta o domínio da língua japonesa dos estrangeiros e que é requerido por toda e qualquer instituição educacional ou empresa japonesas (que se prezem). Ela atualmente é dividida em 4 níveis, sendo o 1º o mais difícil. A partir do ano que vem haverá mais um nível intermediário entre o 3º e o 4º e o exame acontecerá duas vezes ao ano, ao invés de apenas uma vez como vinha sendo realizado até agora. Portanto passarão a existir 5 níveis… e dá-lhe livros preparatórios. Para mais informações acesse o site oficial.

Confesso que me sinto aliviado por finalmente entregar os pontos, literalmente. Desde que pisei na ilhota, tudo o que tenho feito e pensado em fazer tinha a barreira da língua no caminho. Depois de mais de 1 ano freqüentando escolas, termino esse com o desafio maior de ser aprovado no teste de nível 2 (aproximadamente 600 horas de estudo), considerado o mínimo para se freqüentar uma universidade japonesa. A pretensão é grande, mas não impossível.

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Interior do Campus de Estudos de Línguas Estrangeiras da Universidade de Tóquio. Adivinha a bandeira de que país estava lá para me animar!

Quando se fala em prestar um exame como esse não podemos esquecer que ele não se limita apenas à prova escrita. Tem todo o preparamento de acordar cedo (no domingão), conferir número de sala, de inscrição, deixar o almoço comprado, olhar o mapa do caminho, enfim, mil preparativos. Por fim, encarrar todo aquele ambiente carregadíssimo de pré-vestibular: centenas de pessoas nervosas, aforadas, ansiosas por fazer o teste e cercadas por um monte de inspetores vestidos de preto com cara de bunda séria olhando cada movimento seu. Regras e mais regras; não pode isso, não pode aquilo, muito menos aquilo outro. Senão cartão amarelo! Dois cartões amarelos e você é expulso. Um vermelho e não tem choro, pra fora. Pois é, parece uma parabóla com futebol, mas não é. Essa parada dos cartões rolou mesmo.

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Não foi complicado achar o abatedouro a sala de exame onde eu sofreria passaria as próximas 4 horas

Mas nem tudo é sofrimento. Tive a oportunidade de visitar pela primeira vez uma das universidades mais prestigiadas do Japão e da Ásia: a TODAI (Tokyo Daigaku). Na verdade foi também a primeira vez que entrei numa sala de aula numa entidade estudantil japonesa. Nem preciso me valer de muitos adjetivos para descrever o lugar, basta olhar nas fotos.

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Não foi fiquei surpreso ao perceber que na minha sala havia uma maioria absoluta de asiáticos, todos de olhos bem puxados. Por uns bons 40 minutos acreditei que seria o único ocidental numa sala com aproximadamente 70 pessoas, até que entraram outros gaijin (uns 2 ou 3). Diria que entre os demais, os coreanos eram a grande maioria no lugar.

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Minha sala no intervalo entre as torturas os exames, depois da primeira bateria de exames

No horário do almoço consegui dar algumas voltas pelo prédio e pelo campus. Fiquei admirado com tanto verde e espaço aberto em plena Tóquio. Havia um treino de futebol no campo de areia. Todos os jogadores devidamente uniformizados, com o nome e número escritos na camisa de treino. Apesar da faculdade estar fechada por conta do exame de língua, parece que a direção permitiu ao time que treinasse no domingo. Aliás, no Japão é muito comum os estudantes freqüentarem as escolas inclusive domingos e feriados. Muitos aproveitam para revisar lições e, por que não, tentar conquistar aquela garotinha de saias quadriculadas.

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Aqui jaz minha ansiedade e meu desespero perante esse exame que nada mais é que o primeiro degrau para a vida nesse país Japão

Se eu passei ou não, só saberei no ano que vem, em meados de fevereiro. Uma longa espera para alguém tão imediatista como eu e uma grande crueldade, já que não nos deixaram nem fazer anotações das respostas. Todo o material usado no exame teve de ser devolvido logo após o término.  Não há como saber de antemão como foi o teste, teremos todos que esperar. Pelo menos eu tenho a consciência tranquila pois sei que fiz meu melhor no espaço de tempo que tive.

Desejem-me sorte!

*todas as imagens são autênticas, tiradas por mim mesmo com meu celular

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Aprenda Japonês pela Internet e de Graça!

1 fev

Acabaram-se as desculpinhas de falta de tempo, dinheiro e todas velhas conhecidas escapadas para não aprender a falar nem o básico do básico da língua japonesa. Nada de aulas teóricas chatas cheias de regras complicadas e irritantes. Mangás, animes, música e tudo que envolve o japonês e é divertido faz parte da abordagem desses verdadeiros achados da internet.

  • O excelente AprendendoJaponês traz dicas de programas, vídeos e artimanhas para ajudar no aprendizado. Mantido por Jo Nakashima, estudande da língua japonesa que procura compartilhar seus métodos conosco. A diagramação do site facilita o entendimento do conteúdo, que está em constante atualização.
  • O site Como Aprender Japonês é todo em português e traz explanações sobre diversos pontos gramaticais do idioma, além de dicas de ferramentas para ajudar no aprendizado. O blog é mantido por Mairo, estudante de línguas da Universidade Estadual de Londrina, e tem bastante conteúdo até mesmo para quem já tem alguma noção ou é intermediário na língua como eu *cof*mentira*cof*.
  • Não deixem de conferir também o dicionário de ideogramas japoneses online. Totalmente em português!