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Hiroshima 65 anos

18 ago

Dia 6 de agosto completou-se 65 anos desde a detonação da primeira e segunda bombas nucleares, em Hiroshima (6 de agosto de 1945) e Nagazaki (9 de agosto de 1945), respectivamente.

Mês passado estive eu em Hiroshima e aprendi muitas coisas importantes sobre a vida, e a morte. Desde então, venho pensando em registrar essa experiência em forma de texto. O conteúdo desse post é interessante, mas sei também que é algo difícil de digerir por se tratar de abnomináveis horrores da guerra.

Meu relato está na continuação do post. Boa leitura!

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Visita a Hiroshima

8 jul

O "Domo Atômico", antigo Prédio de Promoção Industrial, construído em 1914. Clique na imagem para ver a galeria de fotos.

Semana passada estive passeando pelo Oeste do Japão e tive a oportunidade de conhecer Hiroshima. Apesar da história infame de ter sido a primeira cidade a ser destruída por uma bomba atômica, fiquei impressionado com a quantidade de lugares bonitos e alegres que há por lá. Curioso, tirei várias fotos que podem ser conferidas clicando na imagem acima ou nesse link.

Durante a Segunda guerra mundial, Hiroshima foi um importante local de agrupamento e embarque de tropas japonesas. Promissora, a cidade abrigava não só fábricas e indústria bélicas, mas muitas escolas e faculdades. Até próximo ao final da guerra, a cidade miraculosamente ainda não havia sido atacada pelos bombardeios incendiários do exército americano. Mesmo assim, centenas de estudantes primários, juntamente com seus professores, formavam perigosos grupos de demolição. Essas demolições criavam largos vãos entre as casas e serviam como uma barreira contra incêndios. Muitos morreram soterrados devido a péssimas condições de trabalho.

Porém, no dia 6 de agosto de 1945, nenhum esforço que os moradores pudessem fazer seria o bastante para conter o impacto da bomba atômica. Lançada do bombardeiro B29, Enola Gay, e batizada como “Little Boy”, a bomba explodiu a 580m acima da cidade, liberando uma energia destrutiva equivalente a 15.000 toneladas de dinamite. Aproximadamente 70 mil prédios desapareceram e mais de 80 pessoas morreram instantaneamente. Os sobreviventes sofreram queimaduras horríveis e muitos morreram nos dias seguintes. Especula-se que os americanos tenham poupado a cidade para medir mais precisamente o impacto da bomba atômica.

Apesar de sua horrível história, a cidade sobreviveu e floresceu. Quem visita Hiroshima hoje, mal percebe que ali houve tamanha calamidade. A cidade vibra com seus neons e sua população agitada, andando de um lado ao outro ocupada com trabalho.

Há muita coisa para contar, por isso vou deixar para posts futuros. Nas minhas primeiras horas, em frente ao monumento da foto acima, encontrei um simpático senhor japonês que se ofereceu para tirar uma foto minha. Ele era um Hibakusha, um sobrevivente da explosão atômica, e estava ali como voluntário para explicar a história da cidade e contar coisas que os museus escondem sobre o que realmente aconteceu depois que os americanos chegaram. O que ele me disse, merece um texto especial.