Espírito Olímpico Chinês


Está ocorrendo nesse momento uma série de confrontos no Tibet em decorrência de distúrbios causados pela manistação contra a ocupação chinesa no país, ocorrida em 1951. O exército chinês impôs toque de recolher, mandou turistas embora, proibiu a imprensa de cobrir os acontecimentos e está patrulhando as ruas atrás de agitadores.

Tudo começou na cidade de Lhasa, no mosteiro de Jokhang quando monges budistas resolveram protestar, relembrando o 49º aniversário da malsucedida insurreição contra a dominação chinesa. A manifestação, pacífica, já durava havia alguns dias quando simpatizantes tibetanos aderiram e resolveram colocar um pouco de tempero na coisa toda. De acordo com as autoridades chinesas, a turba insurgiu contra forças policiais chinesas, destruindo viaturas e saqueando lojas pertencentes a chineses. Houve confronto e pessoas morreram.

Eu não sei se é por causa da proibição da imprensa, mas as informações são muito poucas e confusas. Ao que tudo indica morreram pelo menos 10 pessoas; de acordo com a “República” da China, todas chinesas linchadas pelos manifestantes tibetanos. Por outro lado, os tibetanos dizem que as tropas chinesas usaram demasiadamente a força e mataram pelo menos 100 pessoas. Quem está com a razão ninguém sabe por enquanto, uma vez que o país vermelho controla a informação, quem entra e quem sai da cidade e cortou grande parte dos meios de comunicação. O que é certo é que há dezenas de feridos.

O que eu acho incrível nisso tudo é o absurdo da situação. Primeiro: o que diabos a China está fazendo no Tibet? Tem petróleo lá? Estive fazendo uma pesquisa mas ainda não cheguei a nenhuma conclusão, já que os fatos mudam de acordo com a fonte. Outra coisa é: Para um país que está tentando melhorar sua imagem perante o mundo, a China não está se saindo muito bem. Aqui na Ásia está o maior auê por causa das olimpíadas em Pequim. O governo chinês espera faturar alto com o aumento do turismo e a exibição da cultura chinesa para o globo, uma vez que eles despontam cada vez mais como o próximo império a dominar nós todos.

Todo mundo acha um absurdo a guerra no Iraque e tudo mais, mas poxa, lei marcial num país de monges? Genocídeos, estrupos, destruição de monastérios seculares e manobras para acabar com a cultura de um povo que prega a paz? Acho isso tudo muito inacreditável. Estamos numa época de barbáries, mesmo sendo o século XXI. Talvez as primeiras palavras que todo mundo deveria aprender em mandarim sejam implorando misericórdia.

Para quem quiser saber mais, eu captei a matéria do site da FolhaOnline. Também há a sempre bem-vinda Wikipedia.

Castelo de Ogaki


Vista da Torre do Castelo

Não é segredo que minha grande admiração pelo Japão vem principalmente do tesouro cultural referente à época feudal, período dos samurais (na verdade eles existiram até a restauração Meiji, em meados de 1800 – embora eu acredite que o espírito deles ainda permaneça quase que intacto até os dias de hoje). Semana passada visitei o Castelo de Ogaki, meio por acaso confesso, enquanto estava passeando com o Guga pela região de Ogaki.

Castelo de Ogaki - Visão Geral

Aproveitamos para fazer uma rápida visita ao museu que o castelo abriga em seu interior. O Castelo de Ogaki foi construído no ano 4 da era Tenmon (1535) por Miyakawa Yasusada e foi designado como patrimônio nacional no ano 11 da era Showa (1936). Durante a segunda guerra mundial o castelo foi destruído pelo bombardeio das forças aliadas, sendo reconstruído posteriormente em 1959.

Castelo de Ogaki

Um fato interessante do Castelo é sua importância histórica para o Japão. Na região onde ele foi erguido, aconteceu a importante batalha de Sekigahara, que acabou por definir os rumos do Japão de outrora. Após a batalha, os feudos foram unificados sobre o comando de um general supremo, o shogum Tokugawa Ieyasu.

Museu dentro do Castelo

Interessante também notar o apreço dos japoneses pela sua história. Dentro do museu, muitas armas, armaduras e utensílios usados na época. Incluindo ilustrações complexas de mapas da região e pinturas dos figurões da casa. Para ajudar a explanação dos fatos, muitos vídeos e muitas maquetes, particularmente belíssimas.

O gigante assusta os pobre camponeses indefesos de Sekigahara

Uma coisa intrigante é a exposição das armas de fogo da época, as grandes vilãs dos fãs dos samurias. O guerreiro empregava sua vida inteira em treinamentos e concentração afim se tornar o soldado supremo, e na hora da batalha era facilmente derrubado por uma bola de chumbo vinda de um lugar distante e seguro.

O covardão com sua “arma”

Se você curte castelos samurai, veja também o post sobre o castelo de Okazaki.