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Brasil com Z

29 jul

Minha amiga de anos atrás, Gui, do excelente blog Persistência da Memória apareceu com uma idéia fantástica: juntar vários amigos que moram em países diferentes num único blog e contar as maluquices que rolam na vida de cada um.

Assim nasceu o Brazil com Z, que mau apareceu e já está se destacando como um dos 10 blogs que mais crescem no wordpress. Ainda não sabemos que rumos o site vai tomar, já que todos os autores vivem uma rotina super-corrida. Contudo, acredito que faremos o possível para dividir um pouco da experiência de se viver em terras estrangeiras com quem quiser viajar sem levantar da cadeira.

Estarei contando um pouco mais sobre as peculiaridades da vida do Japão. Vou me esforçar para não repetir os temas que já descrevo aqui na Viagem. Não deixem de visitar! Basta clicar na imagem ou no link acima.

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Escusa-me

9 jun

Não tenho desculpas para justicar meus parcos posts de maio, mas mesmo assim quero deixar um recado para os 0,05% dos meus leitores que NÃO estão visitando meu blog somente pelas japinhas.

A verdade é que eu adoro blogar, amo de paixão. Já que não tem muita gente por perto para ouvir minha conversa fiada eu coloco tudo aqui, doa a quem doer. Às vezes encontro pessoas muito interessantes, mas contento-me apenas em ver que cada vez mais pessoas estão conhecendo minha viagem. Sinceramente espero que se possa aprender algo com meus erros e minhas experiências em terras estrangeiras.

Muita coisa legal tem acontecido por aqui desde que virei um Tokyojin, o tempo ficou escassíssimo e não dá nem para ficar de bobeira na internet. Conciliar escola e trabalho já foi difícil no meu próprio país, agora no Japão as coisas tomam outras dimensões. Parece que os meses viraram semanas, os dias em horas e tudo caminha numa velocidade alucinante. Não há tempo a perder!

Por isso fica aqui meu pedido de desculpas, espero que compreendam que não é fácil filtrar uma tonelada de informação interessante e preparar imagem e texto para postar no blog. Tenho preparado coisas bem legais, mas que ainda precisam de tempo para desenvolver. Por ora preciso estudar muito pois meu teste está logo aí e ainda tem muito capim para comer. No tempo livre eu não quero fazer nada, pensar principalmente. Pelo menos meu novo dicionário de kanji tem me ajudado a relaxar durante o trajeto entre a escola e o trabalho.

Esse é meu novo dicionário de japonês. Alguns chamam de DS e dizem que é algum tipo de brinquedo, mas eu não ligo pois sempre estou jogando estudando  muito nele.

Dicas para quase-expatriados

29 dez

Então finalmente você tomou coragem, decidiu-se, comprou a passagem e está de malas prontas para ingressar naquela tão sonhada viagem ao exterior. Fora do Brasil o mundo parece melhor, mais rico, mais fácil de se viver. Novas aventuras, experiências, amizades e tudo mais de bom, certo?

Bem, eu posso dizer com segurança que as chances da sua vida “melhorar” são relativas ao que você considera como melhoria de vida. Eu já havia relatado alguns desgotos que tive aqui no Japão e dito que nem tudo são flores para quem quer viver longe de casa. Há um preço a se pagar, sempre. Portanto antes de embarcar no avião, tenha em mente coisas que certamente vão mudar na sua vida e analize se é isso mesmo que você quer. É importante para que depois a adaptação ao novo lar não seja tão traumática.

Encontrei um texto muito interessante e que me lembrou muito desses problemas básicos que todo viajante/imigrante tem. O autor é Tiago Luchini, um brasileiro que vive na Finlândia. Segue um trecho:

  1. Amigos e familiares efetivamente se afastarão. Não porque são maldosos ou te odeiam mas você passa a estar num contexto e rotinas totalmente diferente deles. É normal que um afastamento ocorra. Com a Internet e as presencas “virtuais” das pessoas isso tende a não ser tão drástico quanto no passado. Mesmo assim, existem simplesmente as pessoas que não tem uma presenca online tão forte além da infinidade de atividades que não podem ser feitas virtualmente. Eu, por exemplo, costumava jogar boardgames semanalmente com meus amigos. Isso não é possível remotamente. Pense também nas limitacões de fuso-horário. Dependendo do fuso você tem apenas poucas horas de janela para conversar com seus amigos e parentes e eventualmente essa janela não é boa para você, para eles ou para nenhum dos dois lados. O afastamento dos amigos é mais difícil do que parece à primeira vista.
  2. Ruptura dos costumes e a adicão de novos costumes. Alguns costumes que você tem hoje não terá mais como fazer e novos costumes surgirão. Parece bobo mas temos pequenas atividades na nossa rotina que nos acostumamos e nem percebemos. Outro dia tive uma vontade louca de comer yakisoba (afinal de contas, fazia do yakisoba uma refeicão bastante regular em São Paulo). Qual não foi minha surpresa ao perceber que ninguém aqui sabia nem o que era yakisoba? Não só isso como o único restaurante que pretendia se dizer “japonês” aparentemente fechou. Pequenos costumes tendem a desaparecer e novos aparecem (tenho apreciado o costume da sauna semanal por exemplo). Sem entrar no mérito se isso é bom ou não, fato é que acontece.

O texto se chama Dicas para Quase Expatriados e é bem interessante, recomendo!