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Camping (em frente a Apple Store)

16 mar

Sabe aquele povo que dorme na frente da loja antes dela abrir para conseguir comprar as coisas antes dos outros? Aposto que já ouviu alguém dizer “queria saber o que passa na cabeça dessa gente”. Bem, não sei o que os outros pensam, mas vou dizer o que me levou a embarcar nessa estranha aventura.

Os primeiros da fila chegaram dois dias antes e estavam equipados com material de camping e até gerador elétrico. Não dá pra competir!

Eu sempre achei o máximo ir em eventos onde as pessoas são vidradas nas atrações. Se você já foi em algum show de banda famosa (ou mesmo nem tão famosa assim) sabe do que estou falando. Todo mundo compartilha o mesmo interesse e há grandes chances de ter uma conversa interessante com estranhos. Já passei horas em filas para curtir os mais variados eventos. Lembro que uma vez passei 3 sessões esperando para assistir “A viagem de Chihiro” no AnimaMundi em São Paulo(6 horas discutindo sobre animê).

Claro que no Japão não poderia ser diferente (exceto talvez pela parte da conversação… mas por causa do idioma). Cheguei na flag store em Ginza, e não vi ninguém. Parecia tudo tranquilo. Bateu até uma vergonha por estar chegando com um amontoado de coisas (mochila, saco de dormir e isolante térmico). Mas foi só chegar mais perto que vi a fila surgir. De tão organizada, mal se percebia que havia gente ali esperando.

O pessoal estava bem animado. Conversando, sorrindo, tirando foto. Tinha até gente fantasiada. Os primeiros da fila tinham chegado no dia anterior, às sete da noite, e estava desde então plantados na frente da loja. Estavam em um grupo muito bem equipado, com até erador de energia. Dentro da loja, os “gênios” da Apple faziam faxina. Trocavam faixas, penduravam pôsteres, plugavam alguns iPads na mesa (será?).

Enquanto me dirigia ao final da fila, fui contando quantas pessoas haviam na minha frente. Uma, duas… Setenta e duas! E ali montei o mesmo equipamento que levei no voluntário. Quem diria que seria tão útil. Enquanto a maioria do pessoal tentava dormir em pequenas cadeiras portáteis, eu estava estirado na calçada, envolto no grosso saco de dormir de inverno, bem quentinho e confortável.

Mas foi só esticar as pernas que começaram a descer equipamento de um caminhão que estava estacionado do meu lado. Um guarda veio e pediu para que eu e toda a galera atrás de mim nos movêssemos mais para trás, pois a equipe faria obras naquele local. Peguei minha tralha e andei, andei, até o outro quarteirão! E a obra seguiu a noite toda e não deixou ninguém pregar os olhos. Fora que no subsolo passava o metrô, que tremia o chão e dava aquela sensação de terremoto. Sensação que passou rapidinho com o tremor real que levantou o povo de manhãzinha.

A noite seguiu com repórteres, bêbados e curiosos parando para falar com o povo. Haviam dois grupos atrás de mim que estavam fazendo plantão, mandando fotos e vídeo para algum site na internet. Fiquei conhecendo os caras do Gizmodo, famoso site de eletrônicos. Mas quando o relógio virou as duas da madrugada, veio um frio de congelar a alma. Eu ainda que me virei no saco de dormir, mas tinha um chinês do meu lado só com a roupa do corpo!

Nada melhor para acordar de manhã do que um tremor nível 4 em Saitama às 4:20 da madrugada.

Amanheceu e todos já estavam mais animados. Faltavam apenas algumas horas para começar a venda. Alguns gerentes da Apple Store vieram nos dar bom dia e dar as boas notícias: havia estoque mais que suficiente na loja e que certamente não teríamos que nos preocupar. Yupiii! Pouco tempo depois vieram duas funcionárias, lindas, trazendo um carrinho com chá e chocolate e distribuindo para o pessoal. Demais!

As belas funcionárias da Apple Store serviram café de manhã para os clientes-mendigos.

A fila começou a se movimentar uma hora antes de abrir a loja. Os caras da Apple dividiram o povo em duas filas: os Wi-fi e os 4G (que eram bem menos). Depois vieram mais funcionários distribuindo cartões de compra, com a especificação e cor desejada. Muito inteligente pois essa organização inicial agilizou na hora da venda. Quando entrei na loja só entreguei o bilhete e logo o atendente trouxe o modelo que eu queria.

Haviam muitas câmeras de tv, fotógrafos, repórteres, curiosos… uma algazarra organizada. Sem tumulto, os grupos foram entrando em turnos. Ao entrar, os funcionários nos saludavam com palmas e “ieii’s” (yeah). Na saída, uma chuva de flashes e câmeras. Parecia coisa de outro mundo.

Fortes emoções na abertura da loja. O povo ovacionou e apladiu. E viva a cultura geek japonesa!

E no final das contas eu acabei comprando o modelo que queria, na cor que queria e tudo mais. De quebra ainda colecionei mais uma ótima experiência aqui em Tóquio.

Os funcionários saudaram os primeiros compradores do dia com palmas. Serviço rápido e eficiente fez com que a fila diminuísse rapidamente.

Se recomendo? SIM!

Pelo menos no Japão, recomendadíssimo! Mas leve um saco de dormir BEM quente.

Veja todas as fotos no meu álbum do Picasa.

Igualzinho no Brasil

  • Quem cuidou da passagem dos pedestres e da organização da fila foi a polícia. Havia sempre um policial nas esquinas para orientar os novos aventureiros. Sempre muito gentis e educados.
  • Centenas de pessoas e nenhum tumulto. Nada de discussão, boca-a-boca, empurra-empurra…. nadinha de nada. Nem mexer com as meninas na rua, nem fazer arruaça. Tranquilo, tranquilo.
  • Lixo zero. A calçada ficou do jeito que estava mesmo depois de centenas de pessoas terem passado a noite ali. O pessoal da loja colocou uma cesta de lixo do lado da fila e vejam só, ninguém chutou.
  • Na hora de entrar na loja quem tinha muita bagagem acabava deixando a mala encostada num poste, num canto da calçada. Ali mesmo do lado da fila. Eu mesmo deixei minha mochila com câmera, iPad 2 e outros pequenos tesouros e quando voltei, adivinhem, estava exatamente como havia deixado.

Amanhã é dia de Branco (White Day)

13 mar

E todo o ano a fatídica data se repete. O infame howaito dei é o dia em que os homens retribuem às mulheres o chocolate ganhado no dia dos namorados, um mês antes. Diz a lenda que se deve presentear à pessoa o triplo do valor do presente que se ganhou. Aposto que tem muita menina interesseira por aí que deu chocolate já pensando no howaito.

Geralmente eu nunca me lembro da data, mas esse ano eu anotei no calendário. Voltando para casa resolvi passar no supermercado para comprar alguns agrados paras minhas queridíssimas colegas de trabalho. Chegando na porta me deparei com dezenas de homens engravatados enfileirados na frente das docerias. Todo mundo com cara de interrogação. Eu mesmo nem sabia o que comprar. Havia para todos os gostos e bolsos.

Acho que nunca comprei tanto chocolate na vida. Digo, na Páscoa do Brasil havia MUITO chocolate em casa. Mas era tudo presente dos meus pais, amigos e parentes. Eu mesmo nunca tive o costume de dar chocolate de presente. Ainda mais pra mulheres que não são nem namorada, nem mãe. Dessa vez a onda consumista conseguiu vencer minha indiferença.

Coincidentemente, o parceiro de blog Edu comentou no BZ as diferenças no consumismo europeu. Mas vamos ser francos, consumismo é igual em todo lugar, só muda a desculpa para gastar dinheiro.

Acabei não comprando o triplo de chocolate que ganhei, mas espero que seja o suficiente para adocicar o dia delas.

Condolências à Tohoku

11 mar

Representantes da Comunidade em Tohoku

Tive o privilégio de participar de uma caravana organizada por líderes da comunidade brasileira em memória às vítimas do triplo desastre ocorrido ano passado no Japão. A iniciativa foi do empresário Shinji Mogi, que juntamente com o apoio da Embaixada do Brasil levou em torno de 50 pessoas ao Nordeste do Japão neste domingo, no aniversário de um ano desde o “3-11”.

A viagem começou cedo no domingo. Por volta das sete e meia da manhã participamos de uma missa ecumênica ministrada pelo Pe. Homes, que disse num forte sotaque estrangeiro “Hoje vocês representam o povo brasileiro e carregam consigo a solidariedade de todos no Brasil. Hoje vocês levam a luz ao povo japonês. “. Além da metáfora, a luz também era a chama de uma tocha acendida pelo embaixador Marcos Galvão, e que seria usada mais tarde para acender dezenas de velas em Sendai e Natori. Duas cidades do Nordeste japonês.

Em Sendai o grupo escreveu mensagens de apoio e solidariedade às vítimas do desastre. As velas foram colocadas na Universidade de Tohoku, que também realizava um evento filantrópico dentro de seu campus. A ação despertou a atenção de muitos japoneses que passavam pelo local. O Primeiro Secretário Paulo Batalha nos acompanhou durante toda a viagem e representou o governo brasileiro.

De lá rumamos a Natori, cidade severamente castigada pelo maremoto. A vista desolada chocou os membros do grupo. Incrivelmente, um pequeno monte sobrevivera às ondas gigantescas e nele foram feitos diversos altares para que as pessoas pudessem prestar suas homenagens. Esse mesmo local recebeu a visita de Pelé, em outubro do ano passado. Ali colocamos a segunda porção das velas de bambu, que foram acesas com o fogo da tocha trazida de Tóquio (adivinha quem carregou a bendita). Em um canteiro plantamos mudas de Ipê roxo e araucária, adaptadas especialmente para sobreviverem ao clima japonês. Após um breve momento de silêncio, a religiosa “Irmã Mori” fez um pequeno discurso e rezou o Pai nosso. Para encerrar todos entoaram “Coração de Estudante” de Milton Nascimento, num momento bastante emocionante e comovente.

Foi bom ter conhecido tantas pessoas de bom coração na comunidade brasileira e participado, mesmo que timidamente, desse ato que simboliza o sentimento de todos no Brasil em relação à vítimas.

Veja mais imagens no meu álbum de fotos.

Força Japão!

Voluntariado – parte 1

30 jan

Estive recentemente em Tohoku, a região que em março de 2011 fora devastada pelo duplo desastre terremoto-maremoto. Foi minha terceira vez. A experiência foi excelente e aprendi muito com que vi, fiz e ouvi das pessoas que trabalham todos os dias para ajudar os sobreviventes. Os voluntários formam uma incrível irmandade que traz auxílio e dá esperanças às pessoas. Nas noites frias de janeiro, enquanto nevava do lado de fora do acampamento, todos se reuniam em torno de um aquecedor a óleo e conversavam animadamente sobre como poderíamos continuar contribuindo com a causa depois que voltássemos às nossas rotinas. Fiz a promessa de contar minha experiência no meu blog.

Faz tempo que eu quero falar sobre isso. O assunto é de difícil digestão e há muito o que falar, por isso irei escrever em partes. Vou tentar não escrever demais (esse é meu terceiro rascunho já). Como gosto de começar pelo começo, contarei o que aconteceu a partir do dia que o mundo tremeu.

Dia 1

Tóquio.
Sexta-feira, dia 11 de março, 2011.

O vento gelado cortava a pele do rosto. Mesmo envolto em roupagem grossa era difícil caminhar na rua sem se incomodar com o frio que parecia subir pelas pernas. Rapidamente, caminhei em direção à empresa, na tentativa de esquentar um pouco o corpo durante a caminhada. Em dias normais sempre encontrava turistas a frente do Kokugikan, tradicional arena de sumô, mas durante o inverno japonês poucos se atreviam parar para tirar fotos. Naquele gélida manhã não havia ninguém. Resolvi apertar o passo.

Ao entrar no escritório, o ar aquecido me fez relaxar os ombros. De camisa leve, dentro do prédio parecíamos viver em outra estação do ano. Despi o casaco, o cachecol e as luvas e fui me sentar. A notícia da semana era o lançamento de um famoso eletrônico que todos cobiçavam. Inclusive eu. Receoso com consumidores fanáticos que esgotam os produtos nas primeiras horas de venda, planejei acampar em frente à loja na noite anterior ao lançamento. Haviam ainda duas semanas, mas queria me preparar com antecedência. Pedi a um colega que me emprestasse uma barraca para que pudesse dormir mais tranquilamente na rua. Um outro amigo, que revesaria na fila comigo, sugeriu antecipar duas noites e juntos preparamos uma lista com itens que precisaríamos na aventura: barraca, coberta, água, biscoitos e lanterna.

Não queria utilizar mais que um dia de férias já que receberia meus pais nas primeiras semanas de abril. Era a primeira vez que eles viriam ao Japão e queria aproveitar ao máximo o tempo que passariam comigo. Mesmo sendo filho de japoneses meu pai nunca teve a oportunidade de viajar para tão longe e minha mãe sempre tivera profundo respeito e admiração pelo povo japonês. Eu estava muito feliz e ansioso para mostrar as peculiaridades do país que escolhi para amadurecer. Já havia entregado o pedido de férias para meu superior e já havia recebido confirmação das datas dos vôos.

Naquela sexta-feira o dia correu normalmente. À tarde, o escritório estava tranquilo e todos trabalhavam silenciosamente. Eu havia retornado no almoço há pouco tempo e estava checando e-mails quando alguém exclamou:  “Jishin!”. Virei a cabeça para olhar o biombo que separa meu setor do vizinho. O biombo começou a balançar levemente. Desde que me começara a trabalhar ali, experienciei apenas dois ou três terremotos em quase 3 anos. Apesar de haver muitos tremores, apenas sentimos os mais fortes. Mesmo assim era raro percebê-los. “Jishin? Tem certeza? Não estou sentindo.” perguntou a gerente. Levantei-me. “É um terremoto sim. Veja, o bimbo está balançando!” disse num tom gozador. Mal terminei a sentença e o tremor veio forte, como se um gigante houvesse chutado o prédio. “Nossa, esse é forte.” comentou um colega. “Rápido! Abram as portas!” gritou o líder do meu setor. Dois colegas, os que sentavam mais próximos às portas, levantaram-se rapidamente e abriram as portas. Terremotos fortes podem entortar paredes e impedir a abertura de portas e janelas. Por isso quando se vive em região que há terremotos, assegurar-se que a porta de saída está aberta é uma das primeiras coisas que aprendemos. Todos estavam petrificados de medo.

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Maldade…

31 jan

Será que só eu vejo maldade nesse anúncio de cerveja?

Consigo imaginar pelo menos umas 10 situações onde a modelo faria uma cara dessas. A maioria impublicáteis.

Enquanto no Brasil temos mulheres se bronzeando na praia, suadas, de bikini; aqui o erotismo é mais… sutil. E bem nipônico!

boca

1m de boca chama a atenção de qualquer um!

Até agora, comigo tem funcionado.

E você? Gostou?

Para quem quiser… digamos, se aprofundar mais, acesse o site oficial da Suntory. Tem outras peças publicitárias interessantes por lá.

Nikko

18 nov

Tōshō-gū

Nikko é um daqueles lugares mágicos que pouca gente conhece. Mais ou menos como Ouro Preto no Brasil: apenas brasileiros ou turistas estrangeiros munidos de um bom guia de viagens sabem que existe. Como Ouro Preto, Nikko é uma cidade histórica. O grande destaque é o complexo de templos anexados ao Tōshō-gū (東照宮), o adornado Mausoléu do Shogum Tokugawa Ieyasu. Além do valor cultural, a região montanhosa também é conhecida pelas águas e paisagens montanhosas incríveis, perfeitas para quem curte caminhadas.

Nantai-san
A montanha “corpo masculino”.

História

Como a maioria dos pontos turísticos japoneses, Nikko começa com a visita de um monge, Shōdō Shōnin, e a construção de um templo, Rinnō-ji em 766. Logo após, uma vila se forma em torno desse e de diversos outros templos que são erguidos na região. Um deles é o Futarasan Jinja, cuja finalidade é idolatrar uma montanha (!) que tem o nome de “corpo masculino”(!!).

Estes dois templos formam, juntamente com o Tōshō-gū, um dos Patrimônios Históricos da Humanidade.

Futarasan Jinja
Futarasan Jinja

Atrações

Nikko é famosa pelos templos e museus seculares, mas há outras coisas interessantes para se ver e fazer na região. É possível fazer trilhas nas matas, andar de teleférico, barco, canoa e muitos outros programas naturebas.

Geologicamente, apresenta muitas falhas geológicas, resultado da erupção de um vulcão local. O terreno acidentado forma cenários cinematográficos que também atraem muitos turistas. Principalmente casais.

Cachoeira Kegon

O destaque é a cachoeira Kegon, situada no topo de um abismo. É possível chegar ao fundo usando um elevador.

Também há muitos onsen, as casas de banho japonesas. A água usada nesses estabelecimentos é naturalmente aquecida e traz muitos benefícios para a saúde.

Falhas de toda ordem

Não são só geográficas as falhas de Nikko. A cidade tem alguns problemas que não encontrei em outros lugares que estive no Japão. Não há por exemplo, muitas lojas de conveniência (os kombinis) e bancos. Como as coisas lá tem o preço salgado, tome cuidado para não ficar sem grana.

Se você pretende passar a noite por lá, atente pela falta de restaurantes que servem janta. Como a maioria dos turistas vem de excursões de um dia, o comércio da cidade fecha assim que anoitece. No caso do Outono, a partir das 4h da tarde.

Outro inconveniente é que tudo tem tarifa. Tudo tem entrada e não há bilhetes que integram todas as atrações. Prepare-se para encher o bolso com moedas, apenas para fazê-las evaporar num instante.

Narabi Jizo
Se você gosta de ver fotos, clique na imagem para visitar minha galeria!

Vale a pena!

Nikko é linda, cheia de riquezas naturais e culturais. Vale a pena visitar seja pelo motivo que for. Não é muito caro (pelos padrões japoneses). É perto de Tóquio e o acesso é simples.

GameBoy ainda?

23 jul

Geralmente eu chego tarde às Sextas-feiras. Por isso quase nunca posto nada no blog. Mas hoje voltando do trabalho, deparei-me com a situação abaixo e não pude deixar de compartilhar. Um Otaku jogando GameBoy Advanced SP em plena Tóquio de 2010!

Se você não entendeu o motivo do meu espanto, deixe-me explicar: estou no metrô do Japão moderno. Certo? Imagine você acostumado a ver gente por todos os lados portando mini-laptops, iPads, celulares iPhone 4, TV-DVD portátil, e, claro, video-games portáteis como o PSP e o Nintendo DS. É tão comum ver essas tranqueiras tecnológicas de última geração quanto ver alguém de relógio.

O que o nosso amigo aí está segurando é um game portátil de 2003. Está mega-super-hiper defasado e mesmo assim o cara está tão entretido que nem repara o gaijin aqui com uma câmera em cima dele (minha câmera é última geração). Além de não estar mais em produção, o GameBoy Advanced SP não é facilmente encontrado em lojas comuns. Certamente ele arranjou em Akihabara e eu até desconfio que sei onde.

Veja bem, não é uma crítica. Mas sendo eu um Gamer também, fico emocionado ao ver alguém curtindo um game roots velhaço assim, apenas pela nostalgia. A Nintendo tem construído video-games fortes desde que me conheço como gente e o sucesso do Nintendo DS (logo o 3DS) não aconteceu há poucos anos atrás. Vem de toda uma linha games portáteis de sucesso, começando com o GameBoy original, que tinha aquela tela verde e vinha com Tetris. Me fez lembrar do tempo que esse tipo de coisa era tão rara, tão mágica, que fazia o momento ser especial e inesquecível. Coisa de viciado mesmo!

País de Gente Fina

5 jul

Prédio coisa é outro fino!

Clique na imagem para ver uma interessante galeria com os prédios ridiculamente finos que há pelo Japão. Eu já vi exemplos muitos piores por Tóquio.

Pensando em visitar o Japão? Melhor começar a fazer regime desde já, ou vai acabar entalado em algum corredor por aí. rs

Yoshinóia

21 jun

Não sei muito bem o que comentar a respeito dessa foto. Alguém?

Lava-rápido de cachorro

19 jun

Conheço uma certa mãe que iria adorar ter uma dessas perto de casa.

Mizuho, um poodle de 3 anos de idade espera seu banho acabar na “Máquina Lava-cães” em um pet shop chamado “Pet World Joyful Honda”. Dentro de uma máquina fechada, o cachorro recebe um serviço que inclui sabão anti-lacrimação, condicionador e secador num período de 30 minutos. Custa mil ienes (aproximadamente R$20). Tóquio, Japão. 16 de março, 2010.

via: bigpicture