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Camping (em frente a Apple Store)

16 mar

Sabe aquele povo que dorme na frente da loja antes dela abrir para conseguir comprar as coisas antes dos outros? Aposto que já ouviu alguém dizer “queria saber o que passa na cabeça dessa gente”. Bem, não sei o que os outros pensam, mas vou dizer o que me levou a embarcar nessa estranha aventura.

Os primeiros da fila chegaram dois dias antes e estavam equipados com material de camping e até gerador elétrico. Não dá pra competir!

Eu sempre achei o máximo ir em eventos onde as pessoas são vidradas nas atrações. Se você já foi em algum show de banda famosa (ou mesmo nem tão famosa assim) sabe do que estou falando. Todo mundo compartilha o mesmo interesse e há grandes chances de ter uma conversa interessante com estranhos. Já passei horas em filas para curtir os mais variados eventos. Lembro que uma vez passei 3 sessões esperando para assistir “A viagem de Chihiro” no AnimaMundi em São Paulo(6 horas discutindo sobre animê).

Claro que no Japão não poderia ser diferente (exceto talvez pela parte da conversação… mas por causa do idioma). Cheguei na flag store em Ginza, e não vi ninguém. Parecia tudo tranquilo. Bateu até uma vergonha por estar chegando com um amontoado de coisas (mochila, saco de dormir e isolante térmico). Mas foi só chegar mais perto que vi a fila surgir. De tão organizada, mal se percebia que havia gente ali esperando.

O pessoal estava bem animado. Conversando, sorrindo, tirando foto. Tinha até gente fantasiada. Os primeiros da fila tinham chegado no dia anterior, às sete da noite, e estava desde então plantados na frente da loja. Estavam em um grupo muito bem equipado, com até erador de energia. Dentro da loja, os “gênios” da Apple faziam faxina. Trocavam faixas, penduravam pôsteres, plugavam alguns iPads na mesa (será?).

Enquanto me dirigia ao final da fila, fui contando quantas pessoas haviam na minha frente. Uma, duas… Setenta e duas! E ali montei o mesmo equipamento que levei no voluntário. Quem diria que seria tão útil. Enquanto a maioria do pessoal tentava dormir em pequenas cadeiras portáteis, eu estava estirado na calçada, envolto no grosso saco de dormir de inverno, bem quentinho e confortável.

Mas foi só esticar as pernas que começaram a descer equipamento de um caminhão que estava estacionado do meu lado. Um guarda veio e pediu para que eu e toda a galera atrás de mim nos movêssemos mais para trás, pois a equipe faria obras naquele local. Peguei minha tralha e andei, andei, até o outro quarteirão! E a obra seguiu a noite toda e não deixou ninguém pregar os olhos. Fora que no subsolo passava o metrô, que tremia o chão e dava aquela sensação de terremoto. Sensação que passou rapidinho com o tremor real que levantou o povo de manhãzinha.

A noite seguiu com repórteres, bêbados e curiosos parando para falar com o povo. Haviam dois grupos atrás de mim que estavam fazendo plantão, mandando fotos e vídeo para algum site na internet. Fiquei conhecendo os caras do Gizmodo, famoso site de eletrônicos. Mas quando o relógio virou as duas da madrugada, veio um frio de congelar a alma. Eu ainda que me virei no saco de dormir, mas tinha um chinês do meu lado só com a roupa do corpo!

Nada melhor para acordar de manhã do que um tremor nível 4 em Saitama às 4:20 da madrugada.

Amanheceu e todos já estavam mais animados. Faltavam apenas algumas horas para começar a venda. Alguns gerentes da Apple Store vieram nos dar bom dia e dar as boas notícias: havia estoque mais que suficiente na loja e que certamente não teríamos que nos preocupar. Yupiii! Pouco tempo depois vieram duas funcionárias, lindas, trazendo um carrinho com chá e chocolate e distribuindo para o pessoal. Demais!

As belas funcionárias da Apple Store serviram café de manhã para os clientes-mendigos.

A fila começou a se movimentar uma hora antes de abrir a loja. Os caras da Apple dividiram o povo em duas filas: os Wi-fi e os 4G (que eram bem menos). Depois vieram mais funcionários distribuindo cartões de compra, com a especificação e cor desejada. Muito inteligente pois essa organização inicial agilizou na hora da venda. Quando entrei na loja só entreguei o bilhete e logo o atendente trouxe o modelo que eu queria.

Haviam muitas câmeras de tv, fotógrafos, repórteres, curiosos… uma algazarra organizada. Sem tumulto, os grupos foram entrando em turnos. Ao entrar, os funcionários nos saludavam com palmas e “ieii’s” (yeah). Na saída, uma chuva de flashes e câmeras. Parecia coisa de outro mundo.

Fortes emoções na abertura da loja. O povo ovacionou e apladiu. E viva a cultura geek japonesa!

E no final das contas eu acabei comprando o modelo que queria, na cor que queria e tudo mais. De quebra ainda colecionei mais uma ótima experiência aqui em Tóquio.

Os funcionários saudaram os primeiros compradores do dia com palmas. Serviço rápido e eficiente fez com que a fila diminuísse rapidamente.

Se recomendo? SIM!

Pelo menos no Japão, recomendadíssimo! Mas leve um saco de dormir BEM quente.

Veja todas as fotos no meu álbum do Picasa.

Igualzinho no Brasil

  • Quem cuidou da passagem dos pedestres e da organização da fila foi a polícia. Havia sempre um policial nas esquinas para orientar os novos aventureiros. Sempre muito gentis e educados.
  • Centenas de pessoas e nenhum tumulto. Nada de discussão, boca-a-boca, empurra-empurra…. nadinha de nada. Nem mexer com as meninas na rua, nem fazer arruaça. Tranquilo, tranquilo.
  • Lixo zero. A calçada ficou do jeito que estava mesmo depois de centenas de pessoas terem passado a noite ali. O pessoal da loja colocou uma cesta de lixo do lado da fila e vejam só, ninguém chutou.
  • Na hora de entrar na loja quem tinha muita bagagem acabava deixando a mala encostada num poste, num canto da calçada. Ali mesmo do lado da fila. Eu mesmo deixei minha mochila com câmera, iPad 2 e outros pequenos tesouros e quando voltei, adivinhem, estava exatamente como havia deixado.
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Missão Yashima

16 mar

Parece que o movimento para conservar energia ganhou um nome: ヤシマ作戦 (yashima sakusen, ou MissãoYashima). Esse nome tem uma origem inusitada, porém bem japonesa: o animê.

Muitos aqui devem conhecer a série “Evangelion“, história que se passa num futuro não muito distante onde robôs gigantes defendem a humanidade contra criaturas gigantescas chamadas “Angels”. A série foi um sucesso de audiência no Japão e também no Brasil. Na história, a população tinha que desligar tudo da tomada por um certo tempo afim de carregar a bateria dos mecanismos de defesa.

Pelo twitter, os japoneses homenageiam a série usando o bom humor e o ideal de que todos lutam por uma causa comum.

Tamanho foi o  sucesso da conservação, que o governo  deve encerrar a medida antes do previsto.

ヤシマ作戦成功!

Tokyo Game Show 2010

20 set

Encerrou-se hoje a edição de 2010 do Tokyo Game Show, um dos maiores e mais importantes eventos da indústria de jogos eletrônicos do mundo. Para quem é chegado em jogos, o evento é praticamente uma Las Vegas dos Games, com muitas luzes e mulheres bonitas por todos os lados. Imagine se eu ia perder essa!

Quem me conhece sabe que “viciado” é pouco pra definir o quanto gosto de games. Apesar de ter sido a primeira vez que participei do evento, me senti em casa no meio de tantos jogos. Acordar relativamente cedo no final de semana, pegar trem até outra cidade, enfrentar fila sob um sol escaldante e lutar com a multidão em busca de um lugar para ver os jogos é coisa de fã. Esperar 40 minutos numa fila para jogar 5 minutos um jogo com tecnologia de ponta não tem preço (na verdade tem, mas é bem caro).

Existem centenas de sites especializados pela internet cobrindo cada detalhe da TGS. Por isso não vou fazer resenha dos novos jogos e tecnologia por que é muita coisa e vai muito de gosto pessoal. Vou relatar minha experiência e o que me chamou mais a atenção. Partindo da máxima:

Qual é o video-game mais interessante para comprar agora?

Qualquer muleque de 10 anos sabe responder essa (provavelmente o PS3), mas a verdade é que são muitos os fatores a serem considerados na hora de se escolher um video-game. Meu último console foi um Mega-drive, ainda na saudosa adolescência dos video-games, pelos idos de 90. Desde lá tenho mantido a “tradição” pelo PC. Mas novas tecnologias e jogos exclusivos tem me chamado a atenção para os consoles de útima geração (Xbox, PS3 e Wii, principalmente). Principalmente depois da TGS. Vamos lá então:

Playstation 3 (Sony)

Certamente o mais famoso da nova geração e o sonho de consumo de muitos. O PS3 é a terceira geração de uma linha revolucionária no mundo dos games. O primeiro Playstation simplesmente ressuscitou a indústria e foi o responsável pela popularização dos games pelo mundo. A grandiosa fabricante Sony não poupou esforços em produzir essa verdadeira máquina, que tem o processador gráfico mais possante dos atuais video-games, além de ter suporte para assistir Blue-ray, muito antes do formato ser definido como padrão no mercado. Dizem que a Sony arca com prejuízo toda vez que vende um PS3, pois o aparelho vale muito mais que o preço que estão pedindo (uma medida para alavancar as vendas e combater os rivais, mais baratos).

Novidades: A Sony está lançando dois novos produtos para o PS3. O primeiro é o “Move“, espécie de controle sensível ao movimento e que traz toda uma nova linha de jogos. Uma clara resposta à fama dos controles do Wii. Pessoalmente, não fiquei nada impressionado com o “Move”, já que a única diferença do Wii será nos gráficos mais requintados.

A segunda grande novidade da Sony é a tecnologia 3D. A grande sensação do momento aqui no Japão são os monitores e televisores 3D, aqueles que você coloca um óculos e vê a imagem em profundidade. Experimentei pelo menos 3 tecnologias diferentes e a da Sony até agora é a mais interessante. As produtoras já estão utilizando a tecnologia em novos jogos que serão lançados em breve (no PC já existem alguns jogos assim). O ponto forte do PS3 é que os consoles já tem capacidade para projetar jogos e provavelmente filmes em 3D. Se você possui um PS3, tudo o que precisa é de um monitor que suporte essa tecnologia e um óculos especial. Os destaques ficam para os jogos Gran Turismo 5 e Gears of War 3. Formidáveis!

Depois da demonstração de sua tecnologia 3D, a Sony deu de brinde os óculos 3D.

Xbox (Microsoft)

Sem via de dúvidas o estande do Xbox era um dos mais bonitos da TGS. O grande lançamento é o “Kinect“, o controlador sem controles da Microsoft. Diferente dos controles do Wii ou do “Move”, o “Kinect” usa um complexo sistema de captura de vídeo e os reproduz nos jogos sem a necessidade de ter um controle nas mãos. Alguns jogos projetam a imagem do jogador no meio dos gráficos, o que é muito interessante. Na minha opinião, o “Kinect” foi o grande lançamento do evento e o que mais me impressionou. Apesar da escassez de jogos, o controle promete uma revolução na maneira como jogamos de agora em diante.

O “kinect” estará a venda no final do ano e poderá ser adquiro junto com o console Xbox, que também ganhou upgrades. Talvez a maior barreira que o aparelho vá enfrentar no Japão é a falta de espaço no apartamento dos gamers. Para jogar confortavelmente, calculei que pelo menos 3 metros de área livres são necessários. É praticamente metade de um cômodo em Tóquio, além que os japas não costumam deixar muito espaço aberto em casa.

Preparem os bolsos. Kinect começa a ser vendido ainda esse ano!

Nintendo

Pois é, nada de Nintendo na TGS 2010. Ouvi um boato que a gigante teria entrado em atrito com a organização da TGS e por isso estaria fora. Isso ou também por que não tem sentido em participar de um evento sendo que se tem um próprio. Muitos ficaram decepcionados em não poder ver de perto o novo Nintendo 3DS, o portátil que promete mostrar imagens 3D sem a necessidade dos óculos especiais.

A Nintendo vem conquistado um vasto território na indústria dos games, com seu Wii batendo recordes de vendas no Japão e EUA. O Nintendo DS é tão comum por aqui que as pessoas nem dão bola. A grande sacada da empresa foi vender aparelhos com menos poder gráfico e com mais apelo familiar. Jogos em grupo e fáceis de jogar fizeram a diferença e conquistaram pessoas que não tem nada a ver com a violência e velocidade dos games hardcore.

Opinião

Apesar de ter me interessado muito pelo Kinect, a falta de espaço em casa e o fato de ter que ficar pulando e socando o ar por horas me faz pensar um pouco melhor. Além do que é um produto Microsoft, empresa cuja qual qualidade desconfio completamente. Presenteei meu irmão com o Wii e, apesar de bobinho, é muito divertido e todo mundo pode participar. Porém não faz meu estilo de jogo (falta violência e velocidade). O que me deixa com a última opção: PS3. Blu-ray, gráficos 3D, vasto catálogo de jogos e um único problema: caríssimo. Afinal vou precisar de um monitor 3D para usufruir de todos os benefícios. Está difícil!

Acho que vou usar metade dessa grana toda para fazer uns upgrades no meu PC mesmo. Sai mais barato.

Outras novidades

Outra coisa que me chamou muita atenção foi o “AR.Drone, o video-game voador”. Um Quad-helicóptero equipado com 2 câmeras e controlado por iPhone, iPad ou iPod via wi-fi. O aparelho permite visualizar o trajeto pela câmera, além de trazer jogos pela “realidade aumentada”. Apesar do preço ser bem salgado (por volta de U$300), o AR.Drone permite apenas 15 minutos de vôo e seu alcance é de 6 metros.

Também reparei que muitas empresas começaram a investir pesado em jogos para iPhone e iPad. Havia uma estande só para demonstração de novos jogos, a maioria voltado para o público japonês. Jogos para o sistema Android também estavam presentes e haviam muitos jogos experimentais.

Muitas, muitas escolas de games. Algumas tinham estandes impressionantes e entregavam brindes bem produzidos. Parece que a demanda por cursos técnicos assim é grande por aqui. Também pude ver alguns trabalhos de alunos e fiquei impressionado com a qualidade. Não é a toa que o Japão é o berço dos jogos eletrônicos.

Japinhas

E por último, o segundo maior motivo do povo gamer largar o joystick para ir num evento de games: japinhas super-sexys vestidas para matar. Tem gente que diz que o nível das garotas do Japão é um dos mais altos do mundo, até melhor que as americanas do E3. Além das lindas modelos, haviam também muitas garotas fazendo o tradicional Cosplay. Algumas de parar o trânsito, literalmente.

Se você quer ver mais fotos do evento, clique na foto acima. Não há muitas pois era proibido fotografar lá dentro. Mesmo assim ainda consegui algumas fotos legais.

Fin

Como em todo evento. Voltei abarrotado de sacolas e panfletos. Ainda não vi nem 10%, principalmente por ser tudo em japonês. Mas o material é interessantíssimo. Como é bom ser otaku no país dos otakus. Não é?

AiFonFoo

16 set

ShigueS está de brinquedinho novo e esse post é uma celebração! Viva!

Inclusive, o texto que você está lendo agora foi todo escrito no iPhone 4! Comecei a digitar dentro do metro de Tóquio. Não dá para ser mais geek que isso.

O Japão foi o primeiro país do mundo a comercializar o smartphone da Apple, mas eu só consegui pegar o meu nessa segunda-feira (13). Mesmo tendo me inscrito na pré-venda, tive que esperar mais de 3 meses! Foi uma tortura interminável para mim, que sou um poço de ansiedade.

Por ser designer, sempre estive envolvido com a mitologia da Apple e seus Machintosh. Acompanhei o surgimento do iMac, depois do primeiro iPod e venho desde então sonhando em adquirir ao menos um desses produtos. Por uma série de que$tões, nunca pude ter o meu próprio bibelô eletrônico.

O iPhone é o primeiro produto da Apple que possuo. Já me sinto realizado!

O novo e o antigo. Duro é aposentar um ótimo celular totalmente funcional...

Bijin tokei

21 ago

Escolha o seu relógio clicando na imagem acima!

Já imaginou ter uma linda garota te dizendo a hora quando você quiser? Pois é, essa é a proposta do Bijin Tokei, um inusitado site japonês onde pessoas muito bonitas são convidadas a participar de um relógio virtual.

Você pode escolher também o tipo de menina que lhe agrada mais, como por exemplo o gyaru (patricinha). Pena que as imagens mudam por minuto apenas…

Atenção leitoras: há garotões também! Não sei se o tipo “bonitão” japonês agrada as brasileiras, mas fica aqui a dica. Aliás, gostaria muito de ouvir a opinião de todos sobre o relógio. São mesmo todos bijin (美Bi de bonito e 人Jin de pessoa)?

GameBoy ainda?

23 jul

Geralmente eu chego tarde às Sextas-feiras. Por isso quase nunca posto nada no blog. Mas hoje voltando do trabalho, deparei-me com a situação abaixo e não pude deixar de compartilhar. Um Otaku jogando GameBoy Advanced SP em plena Tóquio de 2010!

Se você não entendeu o motivo do meu espanto, deixe-me explicar: estou no metrô do Japão moderno. Certo? Imagine você acostumado a ver gente por todos os lados portando mini-laptops, iPads, celulares iPhone 4, TV-DVD portátil, e, claro, video-games portáteis como o PSP e o Nintendo DS. É tão comum ver essas tranqueiras tecnológicas de última geração quanto ver alguém de relógio.

O que o nosso amigo aí está segurando é um game portátil de 2003. Está mega-super-hiper defasado e mesmo assim o cara está tão entretido que nem repara o gaijin aqui com uma câmera em cima dele (minha câmera é última geração). Além de não estar mais em produção, o GameBoy Advanced SP não é facilmente encontrado em lojas comuns. Certamente ele arranjou em Akihabara e eu até desconfio que sei onde.

Veja bem, não é uma crítica. Mas sendo eu um Gamer também, fico emocionado ao ver alguém curtindo um game roots velhaço assim, apenas pela nostalgia. A Nintendo tem construído video-games fortes desde que me conheço como gente e o sucesso do Nintendo DS (logo o 3DS) não aconteceu há poucos anos atrás. Vem de toda uma linha games portáteis de sucesso, começando com o GameBoy original, que tinha aquela tela verde e vinha com Tetris. Me fez lembrar do tempo que esse tipo de coisa era tão rara, tão mágica, que fazia o momento ser especial e inesquecível. Coisa de viciado mesmo!

Miyazaki em Lego

27 jun

Clique na imagem para ver a Galeria toda!

Muito bacana a galeria de fotos dos personagens de Miyazaki Hayao (A viagem de Chihiro, Totoro, Castelo Animado, etc.) em versão Lego. O artista Ochre Jelly se inspirou em protagonistas dos filmes animados e os construiu usando peças comuns.

Sempre achei um brinquedo formidável, que fez minha infância mais feliz, apesar de sempre ter sido meio caro.

Alguém já se perguntou como o Lego é feito? Veja no vídeo abaixo:

créditos: Espaço em Branco

Yoshinóia

21 jun

Não sei muito bem o que comentar a respeito dessa foto. Alguém?

Chegou o iPad! Ou seria iPed?

3 jun

Ou ainda “aPad”. Como quiser. O que interessa é que os chineses sairam na frente e lançaram uma versão “achinezada” do hype da Apple. Só que com um detalhe: é vendido por um quinto do preço do original!

"Mas o que é o Iped?" Indaga a sensacionalista mídia japonesa. Clique na imagem para ver o vídeo! (somente em japonês)

Enquanto o mais baratinho dos iPads custa U$536 (R$975), o iPed está sendo comercializado a míseros U$105 (R$191). No Japão o preço é o equivalente a ¥9,600. Contra os amargos ¥48,800, sai praticamente de graça!

Mas é igualzinho ao iPad? Faz as mesmas coisas e tudo mais???

Calma lá. Isso depende muito do quanto você entende de computação e quanta diferença faz para você um produto ser de alumínio ou de plástico. A grosso modo, o iPed (o iPad falsificado) tem as mesmas funções. Tela sensível ao toque, aplicativos para baixar, jogos, reprodutor de música e vídeo, acesso a internet (por rede sem fio), calendário, calculadora e tudo mais o que o da Apple faz. Só que um pouquiiinho diferente…

Se você entende um pouco mais, vai saber do que se trata quando ver que o aparelho roda o Android. Sistema operacional para celulares desenvolvido pela Google. Sim, ela mesma. O fato do sistema ser gratuito deve colaborar imensamente para abaixar o preço. Para quem não sabe o Android é uma das grandes promessas para o futuro dos smart-phones, sendo o Nexus o maior rival do badalado iPhone, mesmo sem ter investido um tostão em publicidade!

Se você já viu o iPad verdadeiro, vai notar inúmeras diferenças só por esse vídeo.

O iPed começou a ser vendido quase 1 semana antes do lançamento mundial do iPad. Coincidentemente, numa loja de eletrônicos situada em Shenzhen, cidade onde fica a fábrica da Foxconn, empresa que manufatura o iPad original. Pesquisando um pouco mais, descobri rumores de que alguns trabalhadores da Foxconn se mataram por trabalhar demais (mais de 34h) e ainda ganhar menos de U$180 por mês de salário. Não é difícil juntar 1 mais 1…

No noticiário japonês, o correspondente diz que na loja há pessoas comprando centenas de iPeds todos os dias! Se bobear já deve estar em alguma lojinha de eletrônicos perto da sua casa.

Para os nerds de plantão, os specs do iPed:

Item Description
Screen 7″ high-definition LED screen
CPU VIA 8505
Operating System Andriod
Main Frequency

300MHZ

Memory 128MB RAM

NANAD Flash

1GB(2GB,4GB)

Screen Size

7″panel
Resolution

Pixel 800*480

WIFI

Support 2.4GHZ 802.11b/g

USB
Port

1*MINI 5PIN

USB
PORT

Storage

Standard SD upgrade port, can be upgraded to 16GB.

Video

support video

Work Time

2.5HRS

Full mirror face, HIGH sensitive touch screen operation, built-in touch screen
Product Size


205mm*
138mm*
14.5mm

Fonte: kotaku, chinagrabber

Surii-dii Terebi (TV3D)

22 maio

Comentei, não faz muito tempo atrás, que a Sony planejava começar a vender televisores 3D antes do começo da copa. Pois é, acabou que quem saiu na frente foi a Panasonic com sua linha 3D Viera. Pelo que entendi do paflento que peguei no estande, é o primeiro televisor tridimensional do mundo a ser comercializado para o consumidor simples.

Mas a razão pela qual quis fazer esse post foi outra. O que surpreendeu nisso tudo nem foi a tecnologia em si, mas o marketing que fizeram para promover o aparato de mais de 3 mil dólares. As fotos que tirei foram todas tiradas do badalado espaço promocional em frente ao Yodobashi Camera (espécie de Shopping Center de eletro-eletrônicos), em Akihabara. Ali, são realizados inúmeros eventos para atrair a atenção do público, desde pequenos shows com músicos, até exposições com maquetes enormes de personagens de filmes e jogos. Tudo isso no coração Geek da capital.

No caso da 3D Viera, a Panasonic reservou o espaço para demonstrar o poder do produto ao público, por mais de uma semana! Isso em pleno Golden Week, a semana em que 90% do Japão entra em férias. Não consigo nem imaginar quanto custaria um único dia no GW para realizar uma exibição, quanto mais uma semana inteira.

O legal foi que qualquer pessoa podia entrar na fila para ver como funciona a TV. É realmente muito próximo do que se vê nos cinemas 3D, só que em casa. Disponibilizaram 3 vídeos em 3 monitores. Um sobre a natureza, numa espécie de trekking naturalista; um outro num bote em um rio selvagem e o terceiro num mergulho submarino com centenas de peixes. Tudo acompanhado por uma dezena de funcionários bem educados e treinados para tirar quaisquer dúvidas sobre o televisor.

Não sabe como o 3D é possível? É fácil! Leia o material explicativo da Panasonic.

É claro que foi um sucesso. Em todos os dias que passei por lá, as filas estão lotadas de curiosos. Eu mesmo fui em todos as 3 mais de um dia, já que ali é passagem obrigatória para mim.

Imagino como deva ser difícil introduzir uma nova tecnologia no mercado e fazer com que as pessoas mudem a maneira como faziam algo até agora em prol do novo. Não sei se a televisão vai pegar. Se formos pelo exemplo do cinema, ainda vai demorar alguns anos para o 3D se popularizar aqui na terrinha.

Detalhe para a modelo limpando os óculos para mim. Quanto esmero!

Pessoalmente acho a TV3D algo muito interessante, mas não sei se gosto da idéia de passar horas com um óculos ridículo na cara para ver um filme. Outro detalhe é que as cores mudam um pouco, parece que estamos vendo tevê com óculos de praia. Sem contar que, pelo menos é a minha impressão, se não estivermos bem colocados em frente a TV, o efeito distorce e fica muito estranho.

Como essa história de digitalização do sinal de tv, muita gente deve estar planejando comprar uma tv nova, e a diferença de preço não é tão grande em relação a comum (leia-se: tela plana com full hd, com Blueray e 40″). A pergunta que não quer calar é: se você fosse comprar um monitor esse ano, você optaria por uma televisão com 3D?

E a Sony? Pois é, para não ficar no prejuízo total, a Sony montou em outro lugar uma barraca muito parecida com a da Panasonic. Mas dentro da estação, no saguão de trânsito! Pena que não tive tempo para ver, nem para fotografar, já que a exposição durou apenas um final de semana.