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Torre mais alta do mundo retratada em pintura de 180 anos atrás

7 abr

Uma tradicional pintura de ukiyo-e  ficou famosa por representar a Sky Tree, a construção mais alta do Japão, terminada em fevereiro de 2012. A pintura feita por Utagawa Kuniyoshi em 1832 mostra um cenário típico da era edo, com pescadores cruzando o Rio Sumida e algumas pontes ao fundo. O detalhe é a estranha construção do lado esquerdo da tela.

A figura é estranhamente similar à da torre atual, que  ainda nem foi inaugurada! Ao longo do rio há marcadores nas margens que mostram o local onde as pinturas foram feitas. Vendo pelo ângulo do artista, o local da torre da pintura e o local da Sky Tree difere meros 4 km!

Será que o artista conseguiu prever o futuro? O que realmente existiu naquela época de tão alto? Talvez alguém que assistiu muito “Heroes” tenha inventado essa história toda, mas é interessante mesmo assim. Não acham?

Artigo original: Tiamo News

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Camping (em frente a Apple Store)

16 mar

Sabe aquele povo que dorme na frente da loja antes dela abrir para conseguir comprar as coisas antes dos outros? Aposto que já ouviu alguém dizer “queria saber o que passa na cabeça dessa gente”. Bem, não sei o que os outros pensam, mas vou dizer o que me levou a embarcar nessa estranha aventura.

Os primeiros da fila chegaram dois dias antes e estavam equipados com material de camping e até gerador elétrico. Não dá pra competir!

Eu sempre achei o máximo ir em eventos onde as pessoas são vidradas nas atrações. Se você já foi em algum show de banda famosa (ou mesmo nem tão famosa assim) sabe do que estou falando. Todo mundo compartilha o mesmo interesse e há grandes chances de ter uma conversa interessante com estranhos. Já passei horas em filas para curtir os mais variados eventos. Lembro que uma vez passei 3 sessões esperando para assistir “A viagem de Chihiro” no AnimaMundi em São Paulo(6 horas discutindo sobre animê).

Claro que no Japão não poderia ser diferente (exceto talvez pela parte da conversação… mas por causa do idioma). Cheguei na flag store em Ginza, e não vi ninguém. Parecia tudo tranquilo. Bateu até uma vergonha por estar chegando com um amontoado de coisas (mochila, saco de dormir e isolante térmico). Mas foi só chegar mais perto que vi a fila surgir. De tão organizada, mal se percebia que havia gente ali esperando.

O pessoal estava bem animado. Conversando, sorrindo, tirando foto. Tinha até gente fantasiada. Os primeiros da fila tinham chegado no dia anterior, às sete da noite, e estava desde então plantados na frente da loja. Estavam em um grupo muito bem equipado, com até erador de energia. Dentro da loja, os “gênios” da Apple faziam faxina. Trocavam faixas, penduravam pôsteres, plugavam alguns iPads na mesa (será?).

Enquanto me dirigia ao final da fila, fui contando quantas pessoas haviam na minha frente. Uma, duas… Setenta e duas! E ali montei o mesmo equipamento que levei no voluntário. Quem diria que seria tão útil. Enquanto a maioria do pessoal tentava dormir em pequenas cadeiras portáteis, eu estava estirado na calçada, envolto no grosso saco de dormir de inverno, bem quentinho e confortável.

Mas foi só esticar as pernas que começaram a descer equipamento de um caminhão que estava estacionado do meu lado. Um guarda veio e pediu para que eu e toda a galera atrás de mim nos movêssemos mais para trás, pois a equipe faria obras naquele local. Peguei minha tralha e andei, andei, até o outro quarteirão! E a obra seguiu a noite toda e não deixou ninguém pregar os olhos. Fora que no subsolo passava o metrô, que tremia o chão e dava aquela sensação de terremoto. Sensação que passou rapidinho com o tremor real que levantou o povo de manhãzinha.

A noite seguiu com repórteres, bêbados e curiosos parando para falar com o povo. Haviam dois grupos atrás de mim que estavam fazendo plantão, mandando fotos e vídeo para algum site na internet. Fiquei conhecendo os caras do Gizmodo, famoso site de eletrônicos. Mas quando o relógio virou as duas da madrugada, veio um frio de congelar a alma. Eu ainda que me virei no saco de dormir, mas tinha um chinês do meu lado só com a roupa do corpo!

Nada melhor para acordar de manhã do que um tremor nível 4 em Saitama às 4:20 da madrugada.

Amanheceu e todos já estavam mais animados. Faltavam apenas algumas horas para começar a venda. Alguns gerentes da Apple Store vieram nos dar bom dia e dar as boas notícias: havia estoque mais que suficiente na loja e que certamente não teríamos que nos preocupar. Yupiii! Pouco tempo depois vieram duas funcionárias, lindas, trazendo um carrinho com chá e chocolate e distribuindo para o pessoal. Demais!

As belas funcionárias da Apple Store serviram café de manhã para os clientes-mendigos.

A fila começou a se movimentar uma hora antes de abrir a loja. Os caras da Apple dividiram o povo em duas filas: os Wi-fi e os 4G (que eram bem menos). Depois vieram mais funcionários distribuindo cartões de compra, com a especificação e cor desejada. Muito inteligente pois essa organização inicial agilizou na hora da venda. Quando entrei na loja só entreguei o bilhete e logo o atendente trouxe o modelo que eu queria.

Haviam muitas câmeras de tv, fotógrafos, repórteres, curiosos… uma algazarra organizada. Sem tumulto, os grupos foram entrando em turnos. Ao entrar, os funcionários nos saludavam com palmas e “ieii’s” (yeah). Na saída, uma chuva de flashes e câmeras. Parecia coisa de outro mundo.

Fortes emoções na abertura da loja. O povo ovacionou e apladiu. E viva a cultura geek japonesa!

E no final das contas eu acabei comprando o modelo que queria, na cor que queria e tudo mais. De quebra ainda colecionei mais uma ótima experiência aqui em Tóquio.

Os funcionários saudaram os primeiros compradores do dia com palmas. Serviço rápido e eficiente fez com que a fila diminuísse rapidamente.

Se recomendo? SIM!

Pelo menos no Japão, recomendadíssimo! Mas leve um saco de dormir BEM quente.

Veja todas as fotos no meu álbum do Picasa.

Igualzinho no Brasil

  • Quem cuidou da passagem dos pedestres e da organização da fila foi a polícia. Havia sempre um policial nas esquinas para orientar os novos aventureiros. Sempre muito gentis e educados.
  • Centenas de pessoas e nenhum tumulto. Nada de discussão, boca-a-boca, empurra-empurra…. nadinha de nada. Nem mexer com as meninas na rua, nem fazer arruaça. Tranquilo, tranquilo.
  • Lixo zero. A calçada ficou do jeito que estava mesmo depois de centenas de pessoas terem passado a noite ali. O pessoal da loja colocou uma cesta de lixo do lado da fila e vejam só, ninguém chutou.
  • Na hora de entrar na loja quem tinha muita bagagem acabava deixando a mala encostada num poste, num canto da calçada. Ali mesmo do lado da fila. Eu mesmo deixei minha mochila com câmera, iPad 2 e outros pequenos tesouros e quando voltei, adivinhem, estava exatamente como havia deixado.

Missão Yashima

16 mar

Parece que o movimento para conservar energia ganhou um nome: ヤシマ作戦 (yashima sakusen, ou MissãoYashima). Esse nome tem uma origem inusitada, porém bem japonesa: o animê.

Muitos aqui devem conhecer a série “Evangelion“, história que se passa num futuro não muito distante onde robôs gigantes defendem a humanidade contra criaturas gigantescas chamadas “Angels”. A série foi um sucesso de audiência no Japão e também no Brasil. Na história, a população tinha que desligar tudo da tomada por um certo tempo afim de carregar a bateria dos mecanismos de defesa.

Pelo twitter, os japoneses homenageiam a série usando o bom humor e o ideal de que todos lutam por uma causa comum.

Tamanho foi o  sucesso da conservação, que o governo  deve encerrar a medida antes do previsto.

ヤシマ作戦成功!

Pôsteres da Segunda Guerra

23 jan

Já deu para perceber que eu sou gamado em história, e a segunda guerra mundial sempre me fascinou. Não pela matança e as atrocidades cometidas por todos os lados, mas sim pelas histórias de bravura e fatos curiosos. O mais controverso em minha opinião é a relação de amor e ódio entre o Japão e os EUA.

É surpreendente pensar que os dois já foram inimigos, ao julgar como os japoneses de hoje são tão amáveis e gentis com os seus best-friends. Ironia do destino!

Encontrei esses e muitos outros pôsteres interessantes nesse blog.

imagens: postersdeguerra

Dia da Maioridade 新成人の日

10 jan

Dia da Maioridade

Hoje celebra-se o Dia da Maioridade, evento organizado pelo governo japonês para prestigiar jovens que ingressam na fase adulta. No Japão, a maioridade se dá aos 20 anos de idade. Antes disso não se pode beber, dirigir e fazer todas as coisas que todo mundo provavelmente faz muito antes de virar a dezena de anos.

Aos 20, moços e moças estreiam como aspirantes na exigente sociedade japonesa e, eufóricos, dizem estarem prontos para enfrentar os desafios do futuro.

Porém, ao invés de festejar, o país encara um desafio sério. Esse ano o número de “novos adultos” foi de aproximadamente 1 milhão e 240 mil pessoas. É o pior resultado desde que se iniciou o balanço do número de pessoas, em 1968. Metade do número de jovens se comparado a 1970, o ano de maior índice. O resultado compromete o futuro da nação, já que representa 0.97% do total da população japonesa. 2011 marca o 4º ano seguido de queda do índice, que pela primeira vez fica abaixo de 1%.

Ou seja, a população japonesa está minguando.

Nada mais maturo que celebrar o Dia da Maioridade na Disneylândia.

Você sabia?

O Dia da Maioridade é celebrado em todo território nacional japonês na segunda segunda-feira de janeiro e foi instituído como feriado nacional a partir de 1948. Cada prefeitura se encarrega de arrumar um local e convocar os participantes, que assistem a diversas atrações e participam de uma cerimônia. A tradição também envolve a visita a um templo para atrair boa sorte no futuro (as comemorações se estendem também para os bares da cidade).

O festival tomou a forma atual em 1946, no pós-guerra, no intuito de motivar o país, arrasado pela derrota. Chamava-se Seinen Matsuri (青年祭り, festival do jovem) e acredito que o foco era nos rapazes (já que a população masculina diminuiu drasticamente em decorrência da guerra). Embora no começo ambos os sexos usassem uma vestimenta cerimonial japonesa, hoje em dia é mais comum somente as mulheres vestirem o “mogi” (uma espécie de kimono muito colorido e sofisticado). Com seus penteados elegantes, são elas as estrelas da festa.

 

fontes: TBS News, Wikipedia

foto: Tokyo Social Events

O aniversário do Imperador

24 dez

Hoje, 23 de dezembro, celebra-se no Japão o Tennō tanjōbi (天皇誕生日), ou “o aniversário do Imperador”. Sua Majestade completou 77 anos! Uma vez que o ano no Japão se conta de acordo com os anos de “reinado” do imperador, avançamos para o 23° ano da era Heisei, mas só a partir de primeiro de janeiro.

O Palácio Imperial, que geralmente é fechado ao público, abre excepcionalmente suas portas para receber milhares de súditos e curiosos (21 mil pessoas, aproximadamente). Voluntários distribuem bandeirinhas do Japão na entrada enquanto dezenas de policiais orientam as multidões. Tudo muito organizado e civilizado.

No horário marcado, a família imperial faz uma rápida aparição na varanda do Palácio e o Imperador, com toda a paciência do mundo, faz seu discurso:

「今年は経済情勢が厳しい中、多くの地域で猛暑が続きました。苦労の多い日々を過ごした人も多いのではないかと案じています」「今年もあとわずかになりました。どうかくれぐれも体に気を付け、元気に新年を迎えられるよう願っています」

“Agradeço profundamente a todos por terem vindo. Esse ano foi de dificuldades financeiras para o país, e de calor persistente em muitos lugares. Temo que muitos passaram dificuldades nesses dias.

Mas ano já chegou ao fim. Desejo a todos saúde para enfrentar o ano vindouro.” (tradução livre)

Pessoalmente, achei uma experiência única e enriquecedora. Sem mencionar que o Imperador Akihito é o único Imperador vivo nos dias atuais. O último de uma era há muito esquecida. Mas os japoneses, que durante toda sua história reverenciaram seus líderes, nunca irão deixar a tradição morrer. O momento que os biombos correm e surge a figura da família imperial é cativante!

Hiroo Onoda, o soldado que não se rendeu

19 nov

Acabo de postar um texto sobre Hiroo Onoda, o lendário soldado japonês que continuou lutando por 30 anos após o término da Guerra. Interessantíssimo!

For anos a fio, Onoda conseguiu escapar do exército americano, das tropas filipinas, da polícia, de fazendeiros locais e ainda não se deixou seduzir pelas mensagens panfletadas em japonês informando o fim da guerra. Em 1960, Onoda foi considerado oficialmente morto pelo Governo Japonês. Mas isso não impediu que excursões japonesas saíssem a sua procura, chamando-o com o auxílio de amplificadores.

O post você confere na íntegra visitando o famoso “Brasil com Z”.

Boa viagem!

Nikko

18 nov

Tōshō-gū

Nikko é um daqueles lugares mágicos que pouca gente conhece. Mais ou menos como Ouro Preto no Brasil: apenas brasileiros ou turistas estrangeiros munidos de um bom guia de viagens sabem que existe. Como Ouro Preto, Nikko é uma cidade histórica. O grande destaque é o complexo de templos anexados ao Tōshō-gū (東照宮), o adornado Mausoléu do Shogum Tokugawa Ieyasu. Além do valor cultural, a região montanhosa também é conhecida pelas águas e paisagens montanhosas incríveis, perfeitas para quem curte caminhadas.

Nantai-san
A montanha “corpo masculino”.

História

Como a maioria dos pontos turísticos japoneses, Nikko começa com a visita de um monge, Shōdō Shōnin, e a construção de um templo, Rinnō-ji em 766. Logo após, uma vila se forma em torno desse e de diversos outros templos que são erguidos na região. Um deles é o Futarasan Jinja, cuja finalidade é idolatrar uma montanha (!) que tem o nome de “corpo masculino”(!!).

Estes dois templos formam, juntamente com o Tōshō-gū, um dos Patrimônios Históricos da Humanidade.

Futarasan Jinja
Futarasan Jinja

Atrações

Nikko é famosa pelos templos e museus seculares, mas há outras coisas interessantes para se ver e fazer na região. É possível fazer trilhas nas matas, andar de teleférico, barco, canoa e muitos outros programas naturebas.

Geologicamente, apresenta muitas falhas geológicas, resultado da erupção de um vulcão local. O terreno acidentado forma cenários cinematográficos que também atraem muitos turistas. Principalmente casais.

Cachoeira Kegon

O destaque é a cachoeira Kegon, situada no topo de um abismo. É possível chegar ao fundo usando um elevador.

Também há muitos onsen, as casas de banho japonesas. A água usada nesses estabelecimentos é naturalmente aquecida e traz muitos benefícios para a saúde.

Falhas de toda ordem

Não são só geográficas as falhas de Nikko. A cidade tem alguns problemas que não encontrei em outros lugares que estive no Japão. Não há por exemplo, muitas lojas de conveniência (os kombinis) e bancos. Como as coisas lá tem o preço salgado, tome cuidado para não ficar sem grana.

Se você pretende passar a noite por lá, atente pela falta de restaurantes que servem janta. Como a maioria dos turistas vem de excursões de um dia, o comércio da cidade fecha assim que anoitece. No caso do Outono, a partir das 4h da tarde.

Outro inconveniente é que tudo tem tarifa. Tudo tem entrada e não há bilhetes que integram todas as atrações. Prepare-se para encher o bolso com moedas, apenas para fazê-las evaporar num instante.

Narabi Jizo
Se você gosta de ver fotos, clique na imagem para visitar minha galeria!

Vale a pena!

Nikko é linda, cheia de riquezas naturais e culturais. Vale a pena visitar seja pelo motivo que for. Não é muito caro (pelos padrões japoneses). É perto de Tóquio e o acesso é simples.

Tokyo Game Show 2010

20 set

Encerrou-se hoje a edição de 2010 do Tokyo Game Show, um dos maiores e mais importantes eventos da indústria de jogos eletrônicos do mundo. Para quem é chegado em jogos, o evento é praticamente uma Las Vegas dos Games, com muitas luzes e mulheres bonitas por todos os lados. Imagine se eu ia perder essa!

Quem me conhece sabe que “viciado” é pouco pra definir o quanto gosto de games. Apesar de ter sido a primeira vez que participei do evento, me senti em casa no meio de tantos jogos. Acordar relativamente cedo no final de semana, pegar trem até outra cidade, enfrentar fila sob um sol escaldante e lutar com a multidão em busca de um lugar para ver os jogos é coisa de fã. Esperar 40 minutos numa fila para jogar 5 minutos um jogo com tecnologia de ponta não tem preço (na verdade tem, mas é bem caro).

Existem centenas de sites especializados pela internet cobrindo cada detalhe da TGS. Por isso não vou fazer resenha dos novos jogos e tecnologia por que é muita coisa e vai muito de gosto pessoal. Vou relatar minha experiência e o que me chamou mais a atenção. Partindo da máxima:

Qual é o video-game mais interessante para comprar agora?

Qualquer muleque de 10 anos sabe responder essa (provavelmente o PS3), mas a verdade é que são muitos os fatores a serem considerados na hora de se escolher um video-game. Meu último console foi um Mega-drive, ainda na saudosa adolescência dos video-games, pelos idos de 90. Desde lá tenho mantido a “tradição” pelo PC. Mas novas tecnologias e jogos exclusivos tem me chamado a atenção para os consoles de útima geração (Xbox, PS3 e Wii, principalmente). Principalmente depois da TGS. Vamos lá então:

Playstation 3 (Sony)

Certamente o mais famoso da nova geração e o sonho de consumo de muitos. O PS3 é a terceira geração de uma linha revolucionária no mundo dos games. O primeiro Playstation simplesmente ressuscitou a indústria e foi o responsável pela popularização dos games pelo mundo. A grandiosa fabricante Sony não poupou esforços em produzir essa verdadeira máquina, que tem o processador gráfico mais possante dos atuais video-games, além de ter suporte para assistir Blue-ray, muito antes do formato ser definido como padrão no mercado. Dizem que a Sony arca com prejuízo toda vez que vende um PS3, pois o aparelho vale muito mais que o preço que estão pedindo (uma medida para alavancar as vendas e combater os rivais, mais baratos).

Novidades: A Sony está lançando dois novos produtos para o PS3. O primeiro é o “Move“, espécie de controle sensível ao movimento e que traz toda uma nova linha de jogos. Uma clara resposta à fama dos controles do Wii. Pessoalmente, não fiquei nada impressionado com o “Move”, já que a única diferença do Wii será nos gráficos mais requintados.

A segunda grande novidade da Sony é a tecnologia 3D. A grande sensação do momento aqui no Japão são os monitores e televisores 3D, aqueles que você coloca um óculos e vê a imagem em profundidade. Experimentei pelo menos 3 tecnologias diferentes e a da Sony até agora é a mais interessante. As produtoras já estão utilizando a tecnologia em novos jogos que serão lançados em breve (no PC já existem alguns jogos assim). O ponto forte do PS3 é que os consoles já tem capacidade para projetar jogos e provavelmente filmes em 3D. Se você possui um PS3, tudo o que precisa é de um monitor que suporte essa tecnologia e um óculos especial. Os destaques ficam para os jogos Gran Turismo 5 e Gears of War 3. Formidáveis!

Depois da demonstração de sua tecnologia 3D, a Sony deu de brinde os óculos 3D.

Xbox (Microsoft)

Sem via de dúvidas o estande do Xbox era um dos mais bonitos da TGS. O grande lançamento é o “Kinect“, o controlador sem controles da Microsoft. Diferente dos controles do Wii ou do “Move”, o “Kinect” usa um complexo sistema de captura de vídeo e os reproduz nos jogos sem a necessidade de ter um controle nas mãos. Alguns jogos projetam a imagem do jogador no meio dos gráficos, o que é muito interessante. Na minha opinião, o “Kinect” foi o grande lançamento do evento e o que mais me impressionou. Apesar da escassez de jogos, o controle promete uma revolução na maneira como jogamos de agora em diante.

O “kinect” estará a venda no final do ano e poderá ser adquiro junto com o console Xbox, que também ganhou upgrades. Talvez a maior barreira que o aparelho vá enfrentar no Japão é a falta de espaço no apartamento dos gamers. Para jogar confortavelmente, calculei que pelo menos 3 metros de área livres são necessários. É praticamente metade de um cômodo em Tóquio, além que os japas não costumam deixar muito espaço aberto em casa.

Preparem os bolsos. Kinect começa a ser vendido ainda esse ano!

Nintendo

Pois é, nada de Nintendo na TGS 2010. Ouvi um boato que a gigante teria entrado em atrito com a organização da TGS e por isso estaria fora. Isso ou também por que não tem sentido em participar de um evento sendo que se tem um próprio. Muitos ficaram decepcionados em não poder ver de perto o novo Nintendo 3DS, o portátil que promete mostrar imagens 3D sem a necessidade dos óculos especiais.

A Nintendo vem conquistado um vasto território na indústria dos games, com seu Wii batendo recordes de vendas no Japão e EUA. O Nintendo DS é tão comum por aqui que as pessoas nem dão bola. A grande sacada da empresa foi vender aparelhos com menos poder gráfico e com mais apelo familiar. Jogos em grupo e fáceis de jogar fizeram a diferença e conquistaram pessoas que não tem nada a ver com a violência e velocidade dos games hardcore.

Opinião

Apesar de ter me interessado muito pelo Kinect, a falta de espaço em casa e o fato de ter que ficar pulando e socando o ar por horas me faz pensar um pouco melhor. Além do que é um produto Microsoft, empresa cuja qual qualidade desconfio completamente. Presenteei meu irmão com o Wii e, apesar de bobinho, é muito divertido e todo mundo pode participar. Porém não faz meu estilo de jogo (falta violência e velocidade). O que me deixa com a última opção: PS3. Blu-ray, gráficos 3D, vasto catálogo de jogos e um único problema: caríssimo. Afinal vou precisar de um monitor 3D para usufruir de todos os benefícios. Está difícil!

Acho que vou usar metade dessa grana toda para fazer uns upgrades no meu PC mesmo. Sai mais barato.

Outras novidades

Outra coisa que me chamou muita atenção foi o “AR.Drone, o video-game voador”. Um Quad-helicóptero equipado com 2 câmeras e controlado por iPhone, iPad ou iPod via wi-fi. O aparelho permite visualizar o trajeto pela câmera, além de trazer jogos pela “realidade aumentada”. Apesar do preço ser bem salgado (por volta de U$300), o AR.Drone permite apenas 15 minutos de vôo e seu alcance é de 6 metros.

Também reparei que muitas empresas começaram a investir pesado em jogos para iPhone e iPad. Havia uma estande só para demonstração de novos jogos, a maioria voltado para o público japonês. Jogos para o sistema Android também estavam presentes e haviam muitos jogos experimentais.

Muitas, muitas escolas de games. Algumas tinham estandes impressionantes e entregavam brindes bem produzidos. Parece que a demanda por cursos técnicos assim é grande por aqui. Também pude ver alguns trabalhos de alunos e fiquei impressionado com a qualidade. Não é a toa que o Japão é o berço dos jogos eletrônicos.

Japinhas

E por último, o segundo maior motivo do povo gamer largar o joystick para ir num evento de games: japinhas super-sexys vestidas para matar. Tem gente que diz que o nível das garotas do Japão é um dos mais altos do mundo, até melhor que as americanas do E3. Além das lindas modelos, haviam também muitas garotas fazendo o tradicional Cosplay. Algumas de parar o trânsito, literalmente.

Se você quer ver mais fotos do evento, clique na foto acima. Não há muitas pois era proibido fotografar lá dentro. Mesmo assim ainda consegui algumas fotos legais.

Fin

Como em todo evento. Voltei abarrotado de sacolas e panfletos. Ainda não vi nem 10%, principalmente por ser tudo em japonês. Mas o material é interessantíssimo. Como é bom ser otaku no país dos otakus. Não é?

AiFonFoo

16 set

ShigueS está de brinquedinho novo e esse post é uma celebração! Viva!

Inclusive, o texto que você está lendo agora foi todo escrito no iPhone 4! Comecei a digitar dentro do metro de Tóquio. Não dá para ser mais geek que isso.

O Japão foi o primeiro país do mundo a comercializar o smartphone da Apple, mas eu só consegui pegar o meu nessa segunda-feira (13). Mesmo tendo me inscrito na pré-venda, tive que esperar mais de 3 meses! Foi uma tortura interminável para mim, que sou um poço de ansiedade.

Por ser designer, sempre estive envolvido com a mitologia da Apple e seus Machintosh. Acompanhei o surgimento do iMac, depois do primeiro iPod e venho desde então sonhando em adquirir ao menos um desses produtos. Por uma série de que$tões, nunca pude ter o meu próprio bibelô eletrônico.

O iPhone é o primeiro produto da Apple que possuo. Já me sinto realizado!

O novo e o antigo. Duro é aposentar um ótimo celular totalmente funcional...