2 anos de Japão!

6 jan

2 anos

Hoje faz exatamente 2 anos que cheguei aqui, no Japão. 2 anos, quanto tempo é isso? Muito ou pouco? Não sei dizer…

Olhando para outros brasileiros que encontrei durante minha estadia, isso não parece muito. Alguns vivem há mais de 17 anos fora do Brasil e nem pensam mais em voltar, a não ser para visitar os parentes e passear. Realmente, não há como negar que o Japão, apesar do ritmo frenético de trabalho, é um país muito confortável de se morar. Independente de dinheiro, as coisas funcionam, é seguro e existem um senso de comunidade que é respeitado. Dizem os experientes que quanto mais tempo se fica num lugar, mais difícil fica de sair dele. Eu sei, pois para mim foi muito difícil deixar minha terra e vir explorar o mundo.

Porém, fazendo um apanhado de tudo que aconteceu nesses 2 anos fora de casa, percebo que muita coisa aconteceu comigo. Tive que amadurecer às pressas pois fui obrigado a enfrentar desafios que no Brasil nem sabia que existiam ou então não tinha idéia de como eles realmente eram. De certa forma, acho que os contrastes entre o brilho e a escuridão da vida se acentuaram e aquela grande faixa cinza entre os extremos se afunilou. Descobrir a verdadeira natureza das pessoas é assustador, mas não se equipara a sentir na pele suas fraquezas e fragilidades. Envelheci.

Os melhores remédios são amargos, dizem, mas há também outras coisas que são doces. Poder conhecer pessoas do mundo todo e dividir experiências é uma delas. Viver fora obriga você a se relacionar com estranhos, para o bem ou para o mal. Outra coisa é ver o mundo por outro ponto de vista e com isso enxergar novos horizontes. Conhecer outras culturas, outras linhas de raciocínio, outros métodos de trabalho.

Trabalho aliás, é outra coisa importante. Agora, mais do que nunca, minha vida depende inteiramente do fruto de meu esforço. Acredito que tive grande sorte em conseguir me firmar na minha área de formação e com isso colocar minha experiência em uso. Não posso reclamar, principalmente vendo tantas pessoas que não conseguem se encaixar no mercado mesmo tendo formação e experiência. E acima de tudo, estar empregado em um momento de crise financeira com o que atravessamos agora no início de 2009. Infelizmente muitos não tiveram essa sorte.

2 anos. Olhando para trás e vendo tudo isso, não me arrependo de nada do que fiz. Agora, no começo do meu terceiro ano, é hora de pesar tudo e repensar o que fazer daqui para frente. Esse será um ano de decisões importantes, de direcionamento e de mudança. Será que fico, será que volto, será que mudo? Ser um expatriado é conviver com “serás”, acostumar-se com incertezas.

Apesar da incapacidade de prever o futuro e tomar a melhor decisão, minha certeza é  somente uma: irei sempre em frente!

Que venha 2009!

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