Deputados brasileiros no Japão

31 jan

Retirado do site Folha Online:

Uma comissão de deputados brasileiros que está no Japão desde segunda-feira (28) deve visitar Hiroshima e Kyoto nesta quinta-feira para conhecer políticas de sucesso que possam ser adaptadas a cidades brasileiras de mesmo porte. Os deputados tentam se aproximar dos parlamentares japoneses por ocasião do centenário da imigração japonesa no Brasil.

Apesar dos meus dois pés atrás com a politicagem brasileira, eu prefiro olhar esse caso com otismo e pensar que nossos políticos estão realmente preocupados com a situação dos 300 mil brasileiros que vivem e trabalham no arquipélago japonês. E não vieram apenas mendigar dinheiro para depois ser desviado e sumir dentro da cueca de alguém. Muita gente que aqui vive tem problemas que só são percebidos depois de passados anos morando fora do Brasil.

A começar pela previdência: Brasileiros que trabalham no Japão geralmente não contribuem para nenhum tipo de fundo social, por isso não tem direito à aposentadoria, o que leva muita gente a passar apuros na hora de pendurar as chuteiras já que não tem direitos em nenhum dos dois países. Por esse motivo nos últimos anos o governo japonês vêm obrigando todos os trabalhadores a se inscreverem no shakai hoken, que tem essa finalidade, mas muitas pessoas reclamam pois não pretendem se aposentar no Japão. Complicado?

Isso para não se falar da criminalidade praticada pelos meus adorados compatriotas que colaboram imensamente para nossa já imaculada imagem perante a sociedade japonesa. Muitos cometem crimes hediondos por aqui e fogem para o Brasil para evitar punição. Além disso a comunidade brasileira já faz parte do segundo maior número de detentos nas penitenciárias japonesas, ficando atrás apenas dos próprios japoneses. Muitas coisas têm mudado nos últimos tempos, inclusive o julgamento e punição de réus que cometeram crimes no Japão e fugiram para o Brasil em seguida. Já existem jurisprudências abertas de casos assim que foram julgados e condenados no Brasil decorrentemente de crimes cometidos em terras japonesas.

Problema é o que não falta. Afinal, além das diferenças culturais, os brasileiros não estão habituados a viver isolado, sem nenhuma referência onde se apoiar. Torço para que algo de bom saia dessas negociações e venha melhorar a vida da nossa gente que dá o sangue nesse país.

Detalhe para o modo os jornalistas escrevem na matéria o termo dekasegui: decaségui (ugh!)

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