Dicas para quase-expatriados

29 dez

Então finalmente você tomou coragem, decidiu-se, comprou a passagem e está de malas prontas para ingressar naquela tão sonhada viagem ao exterior. Fora do Brasil o mundo parece melhor, mais rico, mais fácil de se viver. Novas aventuras, experiências, amizades e tudo mais de bom, certo?

Bem, eu posso dizer com segurança que as chances da sua vida “melhorar” são relativas ao que você considera como melhoria de vida. Eu já havia relatado alguns desgotos que tive aqui no Japão e dito que nem tudo são flores para quem quer viver longe de casa. Há um preço a se pagar, sempre. Portanto antes de embarcar no avião, tenha em mente coisas que certamente vão mudar na sua vida e analize se é isso mesmo que você quer. É importante para que depois a adaptação ao novo lar não seja tão traumática.

Encontrei um texto muito interessante e que me lembrou muito desses problemas básicos que todo viajante/imigrante tem. O autor é Tiago Luchini, um brasileiro que vive na Finlândia. Segue um trecho:

  1. Amigos e familiares efetivamente se afastarão. Não porque são maldosos ou te odeiam mas você passa a estar num contexto e rotinas totalmente diferente deles. É normal que um afastamento ocorra. Com a Internet e as presencas “virtuais” das pessoas isso tende a não ser tão drástico quanto no passado. Mesmo assim, existem simplesmente as pessoas que não tem uma presenca online tão forte além da infinidade de atividades que não podem ser feitas virtualmente. Eu, por exemplo, costumava jogar boardgames semanalmente com meus amigos. Isso não é possível remotamente. Pense também nas limitacões de fuso-horário. Dependendo do fuso você tem apenas poucas horas de janela para conversar com seus amigos e parentes e eventualmente essa janela não é boa para você, para eles ou para nenhum dos dois lados. O afastamento dos amigos é mais difícil do que parece à primeira vista.
  2. Ruptura dos costumes e a adicão de novos costumes. Alguns costumes que você tem hoje não terá mais como fazer e novos costumes surgirão. Parece bobo mas temos pequenas atividades na nossa rotina que nos acostumamos e nem percebemos. Outro dia tive uma vontade louca de comer yakisoba (afinal de contas, fazia do yakisoba uma refeicão bastante regular em São Paulo). Qual não foi minha surpresa ao perceber que ninguém aqui sabia nem o que era yakisoba? Não só isso como o único restaurante que pretendia se dizer “japonês” aparentemente fechou. Pequenos costumes tendem a desaparecer e novos aparecem (tenho apreciado o costume da sauna semanal por exemplo). Sem entrar no mérito se isso é bom ou não, fato é que acontece.

O texto se chama Dicas para Quase Expatriados e é bem interessante, recomendo!

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