地震 Jishin – Terremoto!

17 jul

Eu sempre achei incrível o fato de se viver num país que tem tantos desastres naturais como o Japão. Sendo eu brasileiro é difícil imaginar como esse povo consegue levar uma vida normal em meio a furacões, maremotos, terremotos e temperaturas climáticas extremas. Ou seja, praticamente tudo de ruim que a natureza pode provocar, diferente do Brasil que é uma terra abençoada.

Ontem, dia 16, foi feriado aqui no Japão. Eu, alienado como sempre, não sei o porquê do feriado, mas os kanjis do calendários se referem à praia, pessoas e chamar… acho que é dia de todo mundo ir a praia! Queria que fosse fácil assim ler kanjis. Bom, o fato é que era para ser um dia tranquilo para os exaustos trabalhadores japoneses, mas não foi.

Um forte terremoto, de magnitude 6,8 na escala Richter, acabou com a manhã de muitas pessoas que moram no noroeste do Japão. Nove pessoas morreram e há perto de 10 mil desabrigadas. Esse tipo de terremoto é o mais mortal que existe, pois as placas se movimentam verticalmente, fazendo o solo ir para cima e para baixo.

Estando eu a pelo menos 400km de distância do epicentro fiquei fora de risco. Porém o prédio onde trabalho balançou bastante, reflexo da onda de tremor vinda de Tóquio. A sensação é particularmente incômoda, mas é algo que você simplesmente aceita. Até por que não há o que se fazer. Se for um tremor pequeno, você espera; se for um tremor mais forte, você procura abrigo sob as mesas; agora se for um como esse de Niigata ou Kobe, não há nada o que se possa fazer. Talvez rezar para o prédio aguentar e não desmoronar em cima de você. Mas de maneira geral não há o que se fazer.

As autoridades japonesas não têm como prever os terremotos nem como alertar a população. Eles podem acontecer a qualquer momento e em qualquer lugar. Isso por que o Japão fica sobre 4 placas tectônicas onde há muita atividade sismática. É o lugar mais “agitado” do planeta. Além disso, os terremotos são muito fortes e muito rápidos: duram apenas alguns segundos. Mas há vários níves, esse foi um dos mais fortes. Mesmo assim os estragos foram pequenos se comparados ao terremoto de Kobe de 1995.

Isso graças à tecnologia de construção que os japoneses desenvolveram. As casas aqui “dançam” conforme a música, literalmente. Visto da rua, durante um jishin, pode-se ver os prédios balançando de um lado ao outro. As estruturas não são rígidas como no Brasil e os prédios mais novos têm esferas de aço como base ao invés de molas. Ou seja, estamos protegidos na medida do possível. Porém, quem pode contra as forças da natureza?

Numa rápida analogia em vejo assim: Você sabe que há o perigo, sabe que pode se machucar e até mesmo morrer, mas se você não tem outra escolha senão enfrentar esse perigo para se chegar onde quer ou mesmo ficar onde se quer estar, então é algo que simplesmente você deve aceitar como parte do caminho. Dependendo das suas aspirações esse risco se torna pequeno. Isso vale para qualquer coisa da vida. Não existe lugar seguro, só existe o lugar onde se quer estar. Mover-se ou se manter no lugar não trará segurança ou paz. Isso deve vir de dentro. O máximo que se pode e se deve fazer é ter consciência disso e estar preparado, tanto espirituamente quanto fisicamente.

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2 Respostas to “地震 Jishin – Terremoto!”

  1. Ivan 18/07/2007 às 02:47 #

    Shake shigue!
    🙂

Trackbacks/Pingbacks

  1. O Terremoto Fantástico « A viagem de SHIGUES - 29/12/2007

    […] Terremoto Fantástico Eu já havia falado sobre os terremotos japoneses em outro post, mas agora eu encontrei o vídeo que causou  polêmica e levou muitas famílias a ficarem com […]

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