A primeira coisa que eu fiz assim que me recuperei da viajem de 24h do Brasil foi dar uma volta na rua para saber como eram as coisas. Acho que a primeira coisa que agente nota é a limpeza e a organização de tudo. Mas existem alguns lugares meio bagunçados, até algumas casas cheias de tranqueiras. Os japoneses têm mania de não jogar nada fora, alguns exageram e transformam suas casas em verdadeiros depósitos de objetos de utilidade questionável.
Outra coisa muito legal que achei foi a arquitetura das casas, eu ainda fico parado olhando algumas residências da região que acho bonitas. As que me chamam mais a atenção são as que lembram as casas antigas da épocas dos samurais, ou dojos (espécie de academia de artes marciais, mas muito além disso).

O engraçado é que se você chega perto, vê que os materiais empregados na construção são modernos, a maioria plástico. Parece que a casa é muito leve, mas ela tem um revestimento interno bem sólido por causa dos terremotos.

O Bairro aqui é meio pacato, não há muitas lojas, nem supermercados e nem muito trânsito também. Não sei se é por causa do frio, mas quase nunca vejo ninguém na rua. Tem muita gente que passa rapidinho de bicicleta, mas na rua mesmo eu ando sozinho a maioria do tempo.

Bonito não? Bem tranquilo. Há muitos idosos aqui nessa região, imagindo que seja por que não exitam colegiais ou faculadades aqui por perto. É muito difícil ver alguém de 25 anos por aqui, exceto no trem.
Outra coisa engraçada é que existem alguns terrenos que não estão construídos, mas ao invés de se tornarem baldios são aproveitados para o plantio de diversas verduras. Meu pai sempre teve essa mania de fazer “hortinha” no quintal de trás da minha casa, e no quintal da casa que morávamos antes também. Mas agora eu vejo que deve ser algo imbuído nos genes dos japas. A maioria das casas que tem quintal, tem alguma hortinha também. Não acho que seja apenas para aproveitamento de espaço ou para se fazer economia, acho que o povo aqui gosta de cultivar a terra.

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