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Comendo Fora no Japão!

26 set

Como alguns de vocês sabem sou colaborador do blog BrasilcomZ (vide medalhinha no pé da página). Ali postei um interessante ensaio gastronômico sobre a rotina de se comer fora de casa no país do sashimi. Clique na imagem para ler!

Antes das refeições não se esqueçam de falar: いただきます!

O Terremoto Fantástico

29 dez

Eu já havia falado sobre os terremotos japoneses em outro post, mas agora eu encontrei o vídeo que causou  polêmica e levou muitas famílias a ficarem com pavor do Japão e até mesmo largar tudo aqui e voltar para a casa no Brasil. Confiram:

Ainda bem que o javali passou correndo e nada aconteceu né? Aquele lugar no mapa onde o cientista aponta falando “vai ser aqui” é exatamente onde eu moro. Emocionante não?

Yonezu – O nosso bairro

27 jan

A primeira coisa que eu fiz assim que me recuperei da viajem de 24h do Brasil foi dar uma volta na rua para saber como eram as coisas. Acho que a primeira coisa que agente nota é a limpeza e a organização de tudo. Mas existem alguns lugares meio bagunçados, até algumas casas cheias de tranqueiras. Os japoneses têm mania de não jogar nada fora, alguns exageram e transformam suas casas em verdadeiros depósitos de objetos de utilidade questionável.

Outra coisa muito legal que achei foi a arquitetura das casas, eu ainda fico parado olhando algumas residências da região que acho bonitas. As que me chamam mais a atenção são as que lembram as casas antigas da épocas dos samurais, ou dojos (espécie de academia de artes marciais, mas muito além disso).

Uma casa ou um Dojo?

O engraçado é que se você chega perto, vê que os materiais empregados na construção são modernos, a maioria plástico. Parece que a casa é muito leve, mas ela tem um revestimento interno bem sólido por causa dos terremotos.

Casa em Yonezu 1

O Bairro aqui é meio pacato, não há muitas lojas, nem supermercados e nem muito trânsito também. Não sei se é por causa do frio, mas quase nunca vejo ninguém na rua. Tem muita gente que passa rapidinho de bicicleta, mas na rua mesmo eu ando sozinho a maioria do tempo.

Ruazinhas internas de Yonezu

Bonito não? Bem tranquilo. Há muitos idosos aqui nessa região, imagindo que seja por que não exitam colegiais ou faculadades aqui por perto. É muito difícil ver alguém de 25 anos por aqui, exceto no trem.

Outra coisa engraçada é que existem alguns terrenos que não estão construídos, mas ao invés de se tornarem baldios são aproveitados para o plantio de diversas verduras. Meu pai sempre teve essa mania de fazer “hortinha” no quintal de trás da minha casa, e no quintal da casa que morávamos antes também. Mas agora eu vejo que deve ser algo imbuído nos genes dos japas. A maioria das casas que tem quintal, tem alguma hortinha também. Não acho que seja apenas para aproveitamento de espaço ou para se fazer economia, acho que o povo aqui gosta de cultivar a terra.

Casas e Verduras lado a lado

Onde eu moro

26 jan

Acho que a pergunta #1 que tenho escutado é “E você mora onde?”. Bem, o Japão ainda é novidade pra mim e antes de chegar aqui em nem sabia onde ficava o lugar onde iria morar. No caso, com o meu irmão numa cidade chamada Nishio. Ela fica no estado de Aichi, mais ao centro do japão, perto de Nagóia e é considerada uma cidadezinha com clima mas quente (mas o “quente” aqui no inverno é 6ºC).

Vista da Varanda

Nishio é uma cidade interiorana, mas que tem atividade fabril.

O Guga, meu irmão mais novo, mora num apato, que é um apartamento típico de trabalhores de fábrica. O apato do meu irmão é considerado até que grande por ser um apato, tem 2 quartos e uma área que combina cozinha, área de serviço e banheiro. Curiosidade: o vaso sanitário fica separado de onde se toma banho e esse lugar é inteiro construído como uma grande banheira onde você pode molhar tudo. É um box fechado com pia e lugar pra pendurar a toalha e roupas… hehehe.

Apato

 E o quarto onde estamos. Na verdade estou morando no mesmo quarto que ele, pois ainda estamos arrumando as coisas, o outro quarto está ocupado por outro brasileiro que trabalha na mesma empresa, mas ele vai mudar pra outro apartamento. Então estamos em 3, mas o certo é apenas 2. O que dá um bom espaço pra cada um.

O quarto do Guga

Nishio possui boas fábricas, consideradas as de melhores salários entre os trabalhadores brasileiros. Meu irmão trabalha numa delas e tem um salário bom para quem não entende japonês muito bem. A vantagem de se trabalhar numa fábrica é essa: além de não precisar dominar o idioma, o salário é relativamente alto. No Japão as coisas funcionam ao contrário. Quanto mais sujo e pesado o serviço, melhor o salário. Acredito que existam muitas pessoas que trabalham em escritórios, bancos e afins que ganham tanto ou até menos que o Guga. Mas é claro que dentre esses trabalhos de fábrica, quem sabe falar japonês acaba pegando melhores profissões e consequentemente melhores salários.

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