Arquivos | 09:04

Aprendendo Inglês com os Japas

27 jan

Eu achava que se eu falasse inglês, algumas pessoas iriam me entender e eu iria conseguir me virar bem. Mas eu estava enganado. Poucos japoneses entendem bem o inglês, eu devo ter encontrado mais deles em lojas ou no aeroporto. No cotidiano é bem raro encontrar alguém que fale. Os que falam, falam quase que uma outra língua: o ingleponês. É que eles têm dificuldade na pronúncia. Aí acabam adaptando, vide o bigu maku (big mac).

Porém, eles não desistem e dão o máximo de si para pegar o jeito! Esse é o espírito do GAMBARU (esforçar-se) que eles tanto dizem uns aos outros quando desejam sucesso. Agora, como eu comentei antes, eles não batem muito bem da cabeça… hehehehe. Vejam esses vídeos:

E não deixe de fazer os exercícios também:

Esse é perfeito para aqueles momentos quando você tem certeza que estão tirando com a sua cara, mas você simplesmente não entende. Aí, se você não aprender nada, pelo menos fica em forma. Esses japas realmente pensam em tudo!

Retaguarda Templária

27 jan

Guardião

Eu havia mencionado que há um templo budista/xintoísta nos fundos do nosso apato. Hoje eu fui lá tirar algumas fotos para mostrar. É realmente muito bonito e passa uma impressão de ser algo muito, muito respeitado. Sagrado mesmo. E é tudo construído de madeira e pedra. Gostaria de saber ler as escrituras nas paredes, imagino qual seja a idade de algo assim.

É bem grande o lugar, um quarteirão. No Japão a falta de espaço é um problema, mas o que é fascinante é que mesmo assim eles procuram respeitar os espaços das coisas. Nesse parque há muitas árvores e verde, algumas têm uma cinta feita de palha. Devem ser antigas e ter alguma história para contar.

Templo de Yonezu

Essas três fotos correspondem ao que você vê quando olha para os lados no parque. À frente o kamiza, imaginho que seja o prédio principal, e aos lados esses pequenos templos que devem ter funções distintas.

Espero que não demore muito para eu descobrir a história desse lugar, seria bom eu conhecer essa doutrina religiosa tão exótica e tão antiga. Andando em um lugar assim, fica fácil imaginar os antigos samurais andando com suas preciosas espadas lado a lado com suas belas gueixas.

Fonte dos Desejos - “Quero aprender logo o Japonês”

Yonezu – O nosso bairro

27 jan

A primeira coisa que eu fiz assim que me recuperei da viajem de 24h do Brasil foi dar uma volta na rua para saber como eram as coisas. Acho que a primeira coisa que agente nota é a limpeza e a organização de tudo. Mas existem alguns lugares meio bagunçados, até algumas casas cheias de tranqueiras. Os japoneses têm mania de não jogar nada fora, alguns exageram e transformam suas casas em verdadeiros depósitos de objetos de utilidade questionável.

Outra coisa muito legal que achei foi a arquitetura das casas, eu ainda fico parado olhando algumas residências da região que acho bonitas. As que me chamam mais a atenção são as que lembram as casas antigas da épocas dos samurais, ou dojos (espécie de academia de artes marciais, mas muito além disso).

Uma casa ou um Dojo?

O engraçado é que se você chega perto, vê que os materiais empregados na construção são modernos, a maioria plástico. Parece que a casa é muito leve, mas ela tem um revestimento interno bem sólido por causa dos terremotos.

Casa em Yonezu 1

O Bairro aqui é meio pacato, não há muitas lojas, nem supermercados e nem muito trânsito também. Não sei se é por causa do frio, mas quase nunca vejo ninguém na rua. Tem muita gente que passa rapidinho de bicicleta, mas na rua mesmo eu ando sozinho a maioria do tempo.

Ruazinhas internas de Yonezu

Bonito não? Bem tranquilo. Há muitos idosos aqui nessa região, imagindo que seja por que não exitam colegiais ou faculadades aqui por perto. É muito difícil ver alguém de 25 anos por aqui, exceto no trem.

Outra coisa engraçada é que existem alguns terrenos que não estão construídos, mas ao invés de se tornarem baldios são aproveitados para o plantio de diversas verduras. Meu pai sempre teve essa mania de fazer “hortinha” no quintal de trás da minha casa, e no quintal da casa que morávamos antes também. Mas agora eu vejo que deve ser algo imbuído nos genes dos japas. A maioria das casas que tem quintal, tem alguma hortinha também. Não acho que seja apenas para aproveitamento de espaço ou para se fazer economia, acho que o povo aqui gosta de cultivar a terra.

Casas e Verduras lado a lado

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